quinta-feira, 29 de abril de 2010

Espírito aventureiro ~

 E eu só vejo o vento batendo em meus cabelos. Estou dentro do carro indo pra um lugar que nem eu mesma sei. É o espírito aventureiro tomando conta de mim. Só ele mesmo, porque eu esqueci o juízo na minha casa. Ele demorou muito para se arrumar e eu decidi vir sem ele mesmo. Só sei que estou com você. Um você que eu nem sei quem é, ainda; Mas sei que me faz companhia e ouve comigo uma música em inglês dos anos 80 que ao menos sabemos cantar. Tudo para dar mais emoção ao nosso espírito aventureiro.
 Nosso conversível verde água parece um penumbra dentre as árvores, pontes, mares e todos os lugares que passamos. 
Estamos sem rumo, mas felizes.
Não temos lugar para ficar, nem queremos. Estamos por aí, buscando lugares que nem mesmo queremos chegar. Andamos até dar vontade, sem pedir passagem. Buscando a paz que talvez esteja no final do arco-íris. Os potes de ouro nós não queremos, pois não irão mudar nada na nossa vida. Saímos distribuindo e só ficamos com uma pouca parte para nós, para a gasolina.
 No caminho encontramos amigos de infância do quais nunca vimos antes, e nos tornamos amigos de pessoas com um coração enorme.
 De vez enquando ligamos para nossa família, para não parecer muito esnobes,  mas não contamos nem a metade, do que vivemos com nosso espírito aventureiro.
 Em lugares com pessoas diferentes, para eles somos estranhos. Aprendemos culturas novas e ensinamos maneiras de viver.
 Nem são em todos os lugares que agradamos a todos, mas nem Jesus conseguiu essa façanha, não será dois loucos andando por aí que irão conseguir. Nada vai conseguir abalar nosso espírito aventureiro.
 Saímos sem nada. Só com as roupas do corpo, e continuamos assim. Agora temos um pouco mais, mas nada que não caiba no banco de tras de um carro.
Não voltaremos cheios de malas, se voltarmos. Nem com muitas fotos na maquina digital. As fotos não revelam toda a beleza vista por olhos nus. Ela simplesmente copia de uma forma bem fajuta. Mas voltaremos com as lembranças e sensações em nossa memória.  Experiências da vida. Coisa que não se compra em qualquer loja de esquina, mas se adquire vivendo. E essa é a mais importante das experiências da vida, viver. Aproveitar cada segundo intensamente. Conhecendo apenas você, e as maravilhas do mundo.

sábado, 24 de abril de 2010

Mudança irreversível ?

 Agora não tenho mais vontade de acordar. Antes queria dormir para chegar logo o outro dia, agora não quero mais dormir para jamais chegar o outro dia. Antes ansiava para chegar a segunda-feira para ver meus amigos, agora abomino isso para não sentir tanto a falta dos meus amigos. Odeio essa escola, odeio esses professores que cobram a gente toda a hora. Antes eles eram meus amigos e eu era amiga deles. Sinto falta disso. Os monitores me conheciam, eu conhecia eles. Aqui, eu não sei nem quem são os monitores. Odeio ter que acordar cedo e vestir esse uniforme. Odeio acordar e ter que vir aqui. Odeio ter que vir aqui. Odeio poder usar brinco de argola. Odeio ter bolso na calça e não poder reclamar. Pra quem antes não ligava muito para matemática, agora eu odeio. Intensamente e irrevogavelmente! E pra quem gostava de português, agora gosto mais ainda. Pra quem acolhia todos os novatos, agora está sendo acolhida. Pra quem conhecia todos, agora não conhece ninguém. É conhecida. Pra quem estava na melhor escola do mundo, agora está na... I, do, no.
 E pra quem era a melhor aluna e amiga de todos,agora é simplismente mais uma.
 Pra quem era Eu. Hoje não é mais.
 Uma mudança? Ou uma fase?
 Espero que seja uma fase, que o tempo irá levar.
 E que eu não dissolva até lá.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Bem-vinda! Ao mundo real

- Meninas, posso chamar a aluna nova pra ficar com a gente no intervalo hoje?
- Pode!
   . . .
- Oi, tudo bem?
- Aham
- Te vi sozinha ontem e achei que seria legal te chamar pra ficar com a gente. Também sou aluna nova , por isso sei o quanto é ruim não conhecer ninguém. Eu pelo menos já conhecia algumas pessoas daqui, mas dessas meninas aqui eu não conhecia ninguém. Conhece alguém daqui?
- Não, acabei de chegar de São Paulo. Você não conhece nenhuma delas?
- Não... Não é sempre que tem pessoas que te chamam para o intervalo sem te conhecer. É MUITO difícil se adaptar, sem querer te assustar. rs
  Não sabemos se são amigos, colegas, ou meninas que são legais e fazem o favor de ficar com você no intervalo. Não sabemos se damos nossa opinião na conversa e elas vão te incluir, ou se vão te ignorar como se você nao estivesse ali. Não sabemos se contamos a piada ou fingimos que não lembramos de nada. Não sabemos se chamamos para sair ou esperamos ser convidados.
Só te dou uma dica: Quando estiver aqui, pense aqui. Pois se você ficar pensando lá fora, você jamais vai conseguir se adaptar.
Podemos não ficar sozinhas depois de alguns meses, mas conquistar a amizade e a confiança das pessoas, demoram muito mais tempo. Anos, talvez.


sábado, 3 de abril de 2010

Depressão .

 E eu não quero mais sair de casa, quero ficar aqui sozinha.  A vida lá fora é muito difícil e eu não vou suportar. 
 Está muito pesado! Mas cada um tem a cruz que merece. Se eu pedir para diminuir não vou poder usá-la como ponte depois.
 Cada vez mais os números  tomam conta da minha cabeça e eu não sei o que fazer com eles. A minha vontade é pegá-los e jogar todos no lixo.
 Para quê servem os números para um escritor? Só se for pra calcular o pagamento. E para isso existem as calculadoras.
 Me cobram tanto, sendo que eu não cobro ninguém. Só peço o que eu posso dar.
 Ultimamente estou tão emotiva, que não sei o que se passa. 
 Fico no meu dízima periódica de pensamentos e esqueço que o mundo real existe. Meus pensamentos são mais fáceis de entender. 
 Prefiro minha voz calma e cheia de paz, à firme e exaltada. Mas é impossivel, pois eu não estou bem. Meu coração e minha alma estão tão pesadas que meu corpo não suporta mais. 
 Eu caio!
 E não, não está tudo bem!
 A única coisa que eu quero é ficar tranquila, sem ninguém me dizendo o que eu tenho que fazer. Já basta eu mesma tendo que me aguentar! Seria tão bom uma companhia de amigo agora... *-*
 Ou não.
  E confesso, estou morrendo de preguiça de existir, agora.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

A arte de reclamar

 É perseguição? A minha mãe vive falando que ela faz de tudo e eu nunca estou satisfeita com nada. Aí eu abro um livro e com que eu me deparo? Insatisfação. 
 Não perceberam ainda que nós, seres humanos, adoramos reclamar? Pode estar tudo certo, todo mundo achando tudo lindo, tem sempre um que acha algum defeito. Opa! Isso é insatisfação ou é chatice?
 Precisamos arrumar um motivo para reclamações, nada está certo! O mundo com toda essas flores, mares, céu, sol, está perdido. Não podemos confiar em ninguém, mas contamos a nossa vida inteira para uma pessoa que acabamos de conhecer em uma festa. Nunca temos roupa para sair, mais sempre saimos vestidos, e com a roupa que acabamos de comprar!\o/ Abrimos a geladeira e reclamamos que não tem nada para comer, daí o irmão abre a geladeira e fica em dúvida se pega o danone de chocolate ou de morango. Mas ué, um E.T abdusiu a comida e só devolveu quando você fechou a geladeira? 
 Adoramos reclamar, somos especialistas nisso. E olha que nem precisamos fazer faculdade.
 Achamos nosso pai louco porque ouve músicas estranhas, mas idaí? É ele que está ouvindo. Não queremos sair com a blusa azul, queremos a verde! Por que? A verde traz sorte?
 Não queremos comer arroz e feijão, queremos batata frita! Arroz e feijão engorda? Porque se sim, me fala!
 Enfim, é questão de implicância. Se não reclamarmos de nada, o mundo vai ficar muito sem graça! Só não exagera, tá?
 Quem não reclama e acha que está tudo bem, tudo certo e tudo serve, não tem personalidade alguma!
 Então reclame mesmo, e não deixe as pessoas em paz! O mundo fica mais divertido e termos mais histórias para contar.
OBS: Perigo!! Esse texto não é válido para pessoas que sofrem da síndrome da reclamação. Elas são muuuuito chatas!! Não tente ficar igual a elas.