quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Meus Balões *

Você não entende? Nada me prende aqui. Nenhuma pessoa, nenhum objeto, nenhum lugar, nada especial.
É só compararmos tudo a balões. Aqueles balões coloridos que enfeitam o céu e encantam os olhos de criança.
 Eu estava em uma "constelação de balões", estava ligada a eles por várias cordas e um homem, uma mão. Todos éramos iguais, um completava o outro com as diferentes tonalidades de cores. Mas então eu fui comprada.
 Um garotinho me comprou e me separou de todos, de tudo o que fazia parte de mim.
 De uma certa forma eu estava ligada ao garotinho pois ele, como o homem, segurava ao meu cordão porém eu não era parte dele. Com ele eu era só mais um balão, com uma cor sem graça. Só mais um balão qualquer.
 Com a minha deslumbrante constelação de balões, o mundo ficava colorido porque a nossa felicidade o coloria. E é assim, mais nada.
Só que no meu caso, as pessoas da minha história na verdade são escolas. Os balões são personagens importantes e eu, bem, eu continuo sendo eu mesma. Agora, sendo o balão sem graça e sem importancia de um fim de festa.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Preferências .

  Ouvindo o canto dos pássaros, sentindo o ar fresco batendo em meu rosto, olho em volta e consigo ficar em plena nirvana enquanto não muito longe daqui o mundo está na loucura constante de transformação. 
  Não sei como consigo ficar tão pacífica, quando sinto um peso em minha cabeça que é como se estivesse forçando as lágrimas explodirem, o que já não causa nenhuma reação, sendo um fato cotidiano.
  Me torno egoísta pensando só em mim e priorizando coisas ao invés de pessoas, porém em uma repescagem de pensamentos mudo de idéia e percebo que as coisas não traem, não mentem, não nos enganam e se despertam algum tipo de sentimento, não nos ignoram e machucam como se nós, fossemos o objeto. Compreendo agora essa preferência por cachorros.
  Animais não precisam de promessas; Coisas materiais, dinheiro, beleza, sabedoria, educação, raça, crença, cor, livro ou cor preferida não interessam. Eles não precisam ficar sabendo da sua vida inteira, mas se você contar, eles serão os seus melhores ouvintes e os únicos, que te olharão com olhar de compreensão. 
 Se você ficar bravo por qualquer motivo ele pode até rosnar, mas garanto que não guardará nenhuma mágua e se dois minutos depois você balançar a coleira para passear, ele vai vir sem exitar pulando de tanta felicidade para brincar.
 Dou preferência a cachorros, ao céu, ao sol, ao mar... Ao meu travesseiro, a minha caneta e ao meu papel, que não importa o que aconteça ou o que eu faça, eles estarão aqui.
 Posso parecer egoísta, mas as vezes é muito mais saudável substituir pessoas por objetos e animais; antes que elas substituam você.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Desconhecidos .

 Não me julgue pelo que pareço ser. Não me julgue pelos meus atos pois podem ser inconsequentes, não me julgue pelas minhas palavras pois podem ser irreverentes, não me julgue pelo o que penso, eu me excedo de vez em quando, não me julgue pelas pessoas que ando pois não importa, o pé continua meu. Não julgue os caminhos que sigo, prefiro margaridas à rosas no meu canteiro. Não me julgue pelas músicas que ouço, tenhos motivos desconhecidos. Não me julgue pelo que como pois não sou uma coxinha. Não me julgue pelo meu modo de vestir pois eu pego o que eu vejo primeiro na maioria das vezes. Não me julgue pelo modo de andar pois sou como o vento, posso ser forte como uma ventania ou leve como uma brisa, depende de como, quando e onde você me vê passar.
 Não ache que sabe tudo sobre mim pois nem eu às vezes, sei qual vai ser a próxima página da minha história. Não diga que me conhece, só por saber meu nome. Não pense que é melhor que alguém, só por ter a capacidade de julgar.
 Conheça um pouco de tudo, nem que seja por curiosidade. Deixe o preconceito de lado e olhe no fundo dos olhos de alguém pelo menos uma vez ao dia. Se conheça, antes de qualquer coisa.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Chegou ao estágio de ibernação ~

 Não pelo prazer, nem pela necessidade, mas para fugir dos meus medos e incertezas. Quando fico assim, perdida e sem direção, sem saber quem está comigo ou sem saber como são os que estão comigo, sem saber onde piso e quem estará do meu lado para me ajudar, eu durmo. A coisa mais fácil e eficaz para fugir de qualquer problema.
 Antes os livros eram suficientes para me distrair, as histórias e os contos de fada já eram suficientes para me distanciar da realidade e me levar para um lugar qualquer, sem problema algum. Os problemas de antes eram mais fáceis de resolver, geralmente eram sempre os mesmos, então não tinha muita coisa para se fazer.
 Agora os problemas são mais complicados, pode-se até dividir em categorias, alguns tão complicados que chegam a não ter solução, então os livros já não são suficientes para dispersar minha atenção e me fazer sentir melhor, pois quanto mais penso e tento resolver a minha vida chamada problema ou o meu problema chamado vida, não sei, percebo que é mais fácil não pensar.
 No ato de fechar os olhos e sonhar, deixo a minha mente à deriva e não preciso me conformar que poderia ser pior. No entanto, ainda não descobri nada que possa substituir o conforto, o abraço e o colo de um amigo.
 Quando eu encontrar, o que eu acho praticamente impossível, eu te conto. ;S