quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Preferências .

  Ouvindo o canto dos pássaros, sentindo o ar fresco batendo em meu rosto, olho em volta e consigo ficar em plena nirvana enquanto não muito longe daqui o mundo está na loucura constante de transformação. 
  Não sei como consigo ficar tão pacífica, quando sinto um peso em minha cabeça que é como se estivesse forçando as lágrimas explodirem, o que já não causa nenhuma reação, sendo um fato cotidiano.
  Me torno egoísta pensando só em mim e priorizando coisas ao invés de pessoas, porém em uma repescagem de pensamentos mudo de idéia e percebo que as coisas não traem, não mentem, não nos enganam e se despertam algum tipo de sentimento, não nos ignoram e machucam como se nós, fossemos o objeto. Compreendo agora essa preferência por cachorros.
  Animais não precisam de promessas; Coisas materiais, dinheiro, beleza, sabedoria, educação, raça, crença, cor, livro ou cor preferida não interessam. Eles não precisam ficar sabendo da sua vida inteira, mas se você contar, eles serão os seus melhores ouvintes e os únicos, que te olharão com olhar de compreensão. 
 Se você ficar bravo por qualquer motivo ele pode até rosnar, mas garanto que não guardará nenhuma mágua e se dois minutos depois você balançar a coleira para passear, ele vai vir sem exitar pulando de tanta felicidade para brincar.
 Dou preferência a cachorros, ao céu, ao sol, ao mar... Ao meu travesseiro, a minha caneta e ao meu papel, que não importa o que aconteça ou o que eu faça, eles estarão aqui.
 Posso parecer egoísta, mas as vezes é muito mais saudável substituir pessoas por objetos e animais; antes que elas substituam você.

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