terça-feira, 5 de julho de 2011

À solucionar.

 Adoro escrever com lápis coloridos. Luto constantemente para não ser normal. Não me importaria se um dia ganhasse flores, desde que venha com um coração quente e pulsante de brinde. Reparo em sorrisos. Fico tentando decifrar pessoas. Tenho mania de ver carinhas em carros. Se pudesse, passaria noite em claro vendo as estrelas. Necessito de doses diárias de abraços e música. Amo surpresas. Vivo de unhas coloridas. Gosto de dormir no final da tarde com o pôr do sol batendo no meu rosto. Fico sem graça quando cantam parabéns para mim, fico vermelha quando sou muito elogiada. Ando mais torto quando tento impressionar, acho que tenho medo de alturas muito grandes. Os brinquedos mais divertidos são os que viram de ponta cabeça, as histórias mais legais são as de ação, suspense... Romance. Não vivo sem pimenta, tomate-cereja, bolo, água. Um dia vou ter todos os episódios de Friends. Espero aprender a tocar algum instrumento um dia, e a andar de salto alto sem parecer que carrego dez quilos em cada pé. Ainda vou casar com um chinelo Havaianas e ter vários Havaianinhas. Passei a ter um medo mortal e exagerado de insetos de uma hora para outra. Escrevo 80% com o coração e 20% com a cabeça. Me sinto o máximo na hora de dormir porque meu cabelo sempre fica bonito. Algumas pessoas acham que eu falo engraçado. Não gosto do que é clichê. Devo ter uns 60% de audição (se eu estiver concentrada ou assistindo alguma coisa, não se estresse se eu não te ouvir. Não é de propósito).
 Prefiro o básico. Não dispenso o glamour. Adoro inventar. Me acho A cozinheira por conseguir fazer uns meros docinhos. Sou desligada na maioria dos dias. Fico sem graça quando vou pedir coisas ou agradecer favores. Suspeito ter uma espécie de "aminésia-recente", pois me lembro de coisas antigas e esqueço o que fiz ontem. Sou totalmente contraditória. Não sei se acredito no amor. Antes tinha medo das pessoas pessoas, agora tenho medo do mundo.
 Verde água e azul hortência são minhas cores preferidas. Me sinto culpada quando brigo com as pessoas mesmo estando certa. Meu humor varia com a cor do céu. Não sei o que vou querer ser quando crescer, acreditar em sonhos como uma criança já está bom para começo. Eu tinha certeza e achava que sabia de tudo, agora não sei de mais nada. Tento entender a vida e o mundo, na verdade a mim mesma. E só me complico cada vez mais. Talvez quando eu crescer, eu decifre esse real mistério.

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