segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Chuva de Verão

 Eu pensei que estava tudo acabado, que eu nunca mais passaria por isso porém, quando eu vi as lágrimas já faziam festa pelo meu rosto. Mais uma vez eu não queria, mais uma vez eu não tive escolha, simplesmente tive que fazer e a cada energia gasta sem ao menos sair do lugar, sentia que tudo ficava para trás. Novamente.
 Meu coração foi torturado e pisoteado e agora, ele sofre precipitadamente pois já sabe o que está por vir. Será que ele vai aguentar tanto aperto mais uma vez? Será que eu vou aguentar? Vai chegar o dia que as pessoas cansarão de me fazer sofrer e me deixarão seguir em paz?
 A única coisa que eu peço é a calmaria, pode até ter tsunames dentro de mim mas são os meus tsunames e eles não me incomodam, não incomodam mais. Logo agora, que eu me sentia completa de novo, sou obrigada a fingir que está tudo bem quando a minha vista embaça pelas lágrimas e meu peito sufoca, só de lembrar da hipótese de perder tudo de novo.
 Eu não sou ruim, sei que não sou, então acho que não mereço essa chuva ácida no meu rosto. Pois é assim que eu me sinto, imersa na escuridão com uma chuva ácida que me queima e alaga meu coração. Deve ser carma, só pode.
 No fundo eu sei que aguento, pois ninguém morre de decepção, ainda mais uma adolescente dramática e egoísta como dizem as más línguas. Vai ser pior mesmo eu não esperando por isso, embora eu saiba que me deixará mais forte. O problema é que eu não quero ser forte, quero ser só eu. Cansei de mudanças, cansei de me esquecer, de me esquecerem, de sentir o ar passando dentro de mim por estar tão oca, de olharem e não me verem pois já estou tão vazia sem os pedaços do meu coração que deixei para trás que me torno imperceptível.
 Sei que aguento, mas ainda vai chegar a hora em que será tarde de mais para me salvar.
 

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