sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Grandíssimos filhos da puta.


 Desculpe-me o termo, perdão pela falta de educação, mas é que existem momentos na vida que não existem melhores palavras para expressar os nossos sentimentos.
 O meu estômago revira de tanta inconformação, ou não, talvez seja só fome. O resultado disso tudo não afeta o meu estômago, afeta o meu físico, o meu coração, a minha mente, na verdade todo o resto. Esse é o meu maior - talvez até o único - ponto fraco.
 No meu mundo onde eu sou a rainha, mando matar mentirosos e quem pratica a injustiça, já que nesse muita gente se dá bem assim. Grandíssimos filhos da puta. Só isso que tenho a dizer.
 Mas o pior nesse mundo, talvez não seja esse tipo de gente que faz coisas não tão boas e sim quem é ignorante o bastante para acreditar em palavras falsas tão sem fundamento como a própria pessoa. São pessoas que se deixam afundar pela ignorância, que vedam seus próprios olhos para poder enxergar só o que lhe convém. 
 Quando será que eu vou aprender e seguir os conselhos da minha mãe? "Bonzinho só se fode" ela sempre diz, e eu continuo me importando com as pessoas.
 Quebro a cara mais uma vez, com esses filhos da puta metidos a espertos que se aproveitam da ingenuidade alheia. Nada descreveria o que eu sinto agora, nem as palavras mais chucras, afinal, palavrões também são uma forma de desabafo.
 Jamais acredite no tipo de pessoa que acha que consegue o mundo, porque pessoas assim, facilmente acabam com o seu mundo para chegar onde querem.
 A verdade é que todos nós somos uns filhos da puta, sem levar a palavra ao pé da letra, por favor. Mas todos nós somos, e somos mesmo até sem querer. Porque sempre vai ter um filho da puta pra te transformar em um.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Entrelinhas


Eu não gosto dessa agonia no meu peito, de todo o  meu corpo arrepiado, desses pensamentos que insistem em me pertubar. Não gosto desse vazio no estômago, nem dessa minha cara de cachorro abandonado. É ruim sentir na pele o que você mesma já fez outros sentirem.
 As letras das musicas me confudem pois eu não tenho certeza se todas são para mim, mas não importa, eu ouço e presto atenção em cada mensagem subliminar. 
 Espero que tenha juízo assim como eu tive, não quero estragar nada, só não quero que me decepcione outra vez.
 Nos momentos de incerteza e agonia a gente esquece o orgulho, deixa tudo para trás e até pede perdão em vez de aceitar as desculpas. A cabeça fica fora do lugar, a gente acha que não tem como piorar mas ela fica mais caótica nos momentos de tensão.
 De repente vem uma preguiça, as palavras vão dormir, as suas mãos começam a amolecer e parece que a unica saída é chorar pelo leite derramado, embora você não tenha certeza se o leite realmente se derramou, pois o que os olhos não veem a mente inventa e já dá para sentir de longe o medo que se instala.
 Espero que não leve a sério, que não se importe pela falta das minhas reações e resolva descontar tudo o que você pode agora. Que ao contrário de mim, você tenha uma mente boa e um coração bem resolvido, não me use como inspiração não. 
 Sei que sou dificil, muito mais complicada, contraditória e muitas vezes problemática mas como a letra da música, eu tenho algum propósito, mesmo que você não entenda. Então por favor, continue com os pés firmes no chão e não desista, porque quem sabe um dia eu possa te mostrar que nem tudo foi em vão.
 Disperdiçamos tempo, mas nunca é tarde para começar, recomeçar, mudar, experimentar e quem sabe fazer tudo outra vez. O tempo é curto mas temos tempo de sobra, acalme-se. O que for para ser, será.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Falação

E de que me adianta esperanças? No fundo eu sei o que irá acontecer. Embora várias vozes e pensamentos bons queiram me persuadir a acreditar, no fundo eu sempre sei o que está por vir.
 Com essa cabeça vazia, desejo todos os dias ser uma pessoa melhor, em todos os sentidos. Cabeça oca que sou, desperdiço muito tempo e o uso de forma errada. Há uma grande probabilidade de tudo o que eu estou fazendo não me servir de nada como já aconteceu tantas vezes com outros, pois aqui estou eu mais uma vez escrevendo e enfeitando papéis na aula de matemática.
 Qual é a chance de acontecer a mesma coisa nas duas? Escolhendo ao acaso… Disse o meu professor.
 Será que eu continuei fechada no meu mundo a vida inteira? Possível.
 Vejo estresse em todo o canto e acho que as pessoas ficam mais pesadas estressadas, mas um peso na alma sabe? Uma coisa que elas carregam no coração.
  É tão bom sorrir e tão bom ter o abraço de um amigo, é bom saber que não estamos sozinhos. A finalidade de enganar as pessoas eu ainda não encontrei, adoraria cair nesse jogo mas sou esperta de mais para me submeter a isso, desculpe a minha franqueza. Às vezes acho que me fecho, que me imponho limites por medo do mundo, pois o meu mundo é mais confortável, ou eu só não seja capaz.
 A gente muda em segundos, a nossa alma muda, pelas transmissões de energia, pelo contato com as pessoas, pelo o que a gente vê ou o que a gente ouve. Se torna uma coisa insignificante para as pessoas, mas não deveria ser assim. Fingindo ou não que se importa, todos somos iguais e nos preocupamos com os nossos próprios narizes.
 Pois é, as vezes estamos tão preocupados em manter nosso ponto de vista que acabamos sendo injustos com as pessoas, ou apenas seja hipocrisia mesmo. Tive que ouvir que falo de mais, mesmo com preguiça de abrir a boca, mesmo com todo esse barulho e eu aqui grudada ao meu lápis, perdida em meus pensamentos, em minha combinação de letras. Vivemos em mundo em que todos somos inseguros e volto a pensar - De que adianta ter esperanças?
 Só que não posso me impor pois afinal, falo de mais. Sou apenas uma amadora, que segundo a minha professora de português, não tenho moral. Comecei a falar de repente então? Acho que não sou eu. Só quero a justiça, ou a palavra certa seja a democracia, para um mundo que não se pode mais defender o que pensamos só porque alguém disse que está errado.
 Ter esperanças em situações como essas talvez seja ingenuidade de mais, pois ninguém leva o jovem a sério.