terça-feira, 25 de dezembro de 2012

O certo



   Eu não sei se o que eu sinto é tristeza ou felicidade, não sei se tenho crises de riso ou choro até dormir, não sei se lembro ou ignoro, não sei de mais nada. Não lembro nem o que é sentimento para poder denomina-los, tudo está uma confusão só - e olha que nem chegou na pior parte - não sei o que fazer.
   Acho que tudo é uma mistura de sentimentos, acontecimentos e lembranças que não colocaram um nome ainda, o que só dificulta ainda mais a minha explicação.
   Nenhum peso das minhas costas foi tirado, não sinto meu peito vazio, não me dói rir, nem tenho mágoas no coração; consigo raciocinar, dormir e as vezes até falar sem gaguejar porque, nunca teve peso nas minhas costas e nunca foi tão fácil sorrir, não existiu motivos pra ter mágoas no meu coração e nenhum ato sem fundamento para confundir meu raciocínio.
   Só tive lembranças boas e dias ótimos, por isso é tão complicado decidir se o fim é bom ou ruim. Perdas não são acontecimentos agradáveis, mas não foi de fato uma perda, foi? Quando uma pessoa só acrescenta na sua vida não tem o que perder, mas pensar que todo o pouco que você tinha acabou dói, e bastante.
   Então entra a parte em que seu coração fica tão grande que te sufoca e parece que as lagrimas se recusam a cair, quando caem são lágrimas boas e não aquelas ácidas que machucam até a alma; a falta de amor cansa, quer dizer, não poder amar esgota e disso eu entendo perfeitamente.
   Por isso torna-se tão dificil a decisão entre o bom e o ruim, pois são sentimentos que se fundem como o yin-yang e nenhum é completo sem o outro. E assim eu acabo classificando como o certo, não é bom nem ruim mas é o certo a se fazer, mesmo que isso custe algumas coisas. Quando fazemos uma escolha sempre deixamos algo para trás e mesmo que doa, as vezes essa, é a melhor das opções.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Oração


                                                                                      A banda mais bonita da cidade (:

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Não me chame de amor



  Não me chame de amor, por favor. Eu já expliquei a teoria da hipocrisia, não rola, não dá certo. Dá merda. Já pensou na responsabilidade que tens nas mãos quando diz uma única frase? Eu te amo não é para qualquer flor, qualquer cor, qualquer música, qualquer um. Era uma coisa tão simples e eu tinha que praticamente desenhar; Se eu fizesse um teatro talvez tivesse funcionado.
   Recém-nascido é o nosso coração, necessita de cuidados, de calor, de colo, amor. Não me chame de amor, por favor. Já pensou em abandonar um recém-nascido e trocá-lo por outro sem mais nem menos? Não dá. Esse é o nosso coração, incapaz como um bebê.
   Não me chame de amor, gera ilusão. Sabe aquela lá? A pior e melhor frase, que move o mundo despertando possessão, insegurança, ciúmes, saudade, paranóia, taquicardia, ansiedade... O tal "eu te amo"? Então. Diga-me musicas, poesias, verdades, curiosidades, até atrocidades, menos a ilusão do eu te amo. Nada contra a dita cuja, mas essa frase é poderosa demais e não dá para esquecer de uma hora para outra quando resolverem ir embora, também. Me adore, me idolatre, me agracie, me prenda, me morda, faça o que quiser porque assim, não precisará dizer que me ama.
    Deixe que os olhos brilhem, que as mãos suem, que as palavras fujam até porque, não precisamos delas. Me abrace, me aperte, me carregue, brinque e pode até me amar, mas não permita que eu saiba disso o tempo todo. Fuja, corra, desapareça por alguns instantes só para eu ter a alegria de te ver novamente.
   E vamos combinar, quando me encontrar... não me chame de amor, por favor. Não carregue a responsabilidade em si, que talvez não poderá cumprir, como já aconteceu antes. O problema não é a frase, mas as consequências diante dela; Quem fala demais perde a necessidade de demonstrar e eu não suporto isso.
    Ame, mas não conte para o seu bebê pois assim, ele poderá crescer e entender a vida sem as armadilhas que estão impregnadas nele. O amor e amar não são problemas, os sentimentos que os acompanham e a capacidade das pessoas de lidar com isso, é que formam o campo minado. Até porquê, o que mais tem no mundo é gente confundindo paixonite de momento com amor, o que torna essa frase mil vezes mais perigosa, e denominando o sentimento como algo ruim quando na verdade nunca nem experimentaram o que é o amor e não perceberam que é a falta dele que torna as pessoas tão amarguradas.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

palavras mudas que machucam

   


Não tenho que pedir perdão, não tenho que ficar com a alma pesada por culpa de criancice alheia, não preciso me conformar com falta de respeito e muito menos tolerar petulância.
   Cuidem de suas auras companheiros, percebam o causador de suas risadas, olhem para a raiz dos seus objetivos e para as consequências das suas atitudes nas pessoas ao seu redor.
   Controlem-se mas lembrem que tudo em excesso faz mal; Silêncio de mais não é paz, é medo. Mantenham o respeito para saberem onde vocês podem chegar e assim, não perturbar a paz de quem está por perto.
   Pisar em ovos nunca é demais quando não se conhece nem o que nós mesmos queremos, quanto mais o que se passa na cabeça do outro. Deveria ser lei a obrigação de ter que apontar a arma para si mesmo antes de pensar em mirar no outro, pois ninguém é melhor que ninguém embora a cultura e o conhecimento se difiram, de aura e alma todo mundo é igual mesmo com características diferentes.
   Libertem-se dos seus medos e incertezas para que eles não tomem conta de vocês e não interfiram na razão das ações e, jamais se esqueçam da imperfeição de todo ser-humano e que pedir desculpas pelas suas imperfeições não te tornam mais fracos. Aceitar a vida como ela é e se aceitar já é um ótimo passo para ser feliz. 

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Deixa pra lá




  É muita mágoa guardada no peito atoa, muitas lembranças que não servem para nada além de torturar. Para quê tanto desespero encoberto pelo sangue, pra quê guardar o que só fere a cada batida na porta?
   Não aguento nem ouvir falar sobre isso que meu coração já dói, o pior é que é expontâneo, não dá para escolher a hora e o lugar. Até porquê se eu pudesse, eu escolheria um apagão na memória. Embora eu seja passiva, a culpa sempre cai sobre o lado mais fraco, uma culpa que nem é minha.
   Já chega né, já está mais do que na hora disso passar e desaguar com as minhas lágrimas, cansa ter essa dor sem nem saber o motivo de tudo isso. Já faz tanto tempo que eu nem me lembro mais, só lembro desse sentimento de repulsa, de preferir a morte do que enfrentar mais uma manhã, de sentir o corpo explodir e ter que continuar firme e forte porque é "anti-ético"mostrar suas fraquezas. Ou você é forte sempre, ou você está se fazendo de coitada para as bocas sujas e consequentemente almas também.
   Estou melhor agora, é só fingir que o assunto não existe; é guardar de novo no baú do meu coração e encobri-lo com sorrisos, não é difícil. Se fosse só a pulsação que acelerasse tudo bem, respirando a gente controla, porém, o coração, a respiração, as pernas, as mãos, tudo bambeia, tudo desregula e manter a pose torna-se uma missão impossível.
   Não queria dar trabalho, muito menos preocupações, mas eu não consigo me controlar. Talvez um dia, eu possa olhar para baixo e não para trás, talvez chegue o dia que eu eleve a minha alma ao ponto de não sentir mais essa dor. Talvez esse dia chegue, e espero por ele, enquanto isso eu escondo debaixo do tapete uma dor que eu ainda não consegui superar.

domingo, 23 de setembro de 2012

Perguntas sem respostas

  
   Chego mais cedo sem motivo aparente, fecho os olhos e mentalizo olhos; ato normal pra uma pessoa esquisita e parece que fica faltando alguma coisa, não sei. Acho que todos os abraços e beijos não foram suficientes, as mãos dadas, os olhares, as minhas mordidas e as minhas risadas compulsivas também não, ainda falta alguma coisa; tempo, é o tempo que nos falta, só isso.
   Acho que não irritei o suficiente, nem fui estranha o suficiente, não falei muitas besteiras, não tropecei tanto e nem comi tão mal, porque ele ainda não saiu correndo. Acho que está até demorando demais pra isso acontecer e é, tenho medo. Aqueles anos foram suficientes para eu entender que eu não aguentaria mais uma vez, ou aguentaria, mas prefiro nem pensar.
    É ruim pensar mas eu pensei, foi automático; trilhas sonoras me lembram sofrimento, e a culpa não é minha, eu bem queria ter uma música com uma lembrança boa, mas até agora eu não encontrei pois as pessoas partem e levam com elas a parte boa das lembranças. As vezes eu penso que o que falta é a ida, não no sentido de ir embora pois é o que todos fazem sempre, mas a ida definitiva. Talvez essa, seja a explicação para o meu sentimento estranho. Estou tão acostumada com adeuses, com até nunca mais, que quando isso demora a chegar eu começo a duvidar da realidade. Não estou acostumada com pessoas, e acho que nunca me acostumarei; faço perguntas estranhas, frases estranhas, caretas estranhas, ando estranho e, com o tempo as pessoas se cansam disso, não por mal, mas apenas cansaço de um jogo que nunca tem fim.
   Desculpem-me pela frieza e pelas críticas, é só o modo de me defender de uma sociedade que não tem piedade de ninguém, talvez a minha estranheza também seja uma arma, um escudo ou sei lá. O bom de tudo isso é que você é o oposto do que sempre foi, e mesmo que todos saibam o final trágico dessas histórias, inundarei o tempo com o melhor que eu posso ser, pois uma hora o nosso filme vai acabar e eu quero ter mais lembranças boas do que do meu ultimo filme, pra ver se o trauma vai ser menos pior dessa vez.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Inevitável




 Fui toda forte e durona, achando que nada ia mudar. Fui com a franqueza na cabeça, as batidas do coração em um só ritmo, e os passos firmes sem olhar para trás. Fui só com o meu eu, sem bagagens, escudos ou armas. Fui sem jogos e frases premeditadas. Inocente, básica. Fui sem planejar, fui pra deixar acontecer; com a música sendo a única coisa que passava pela minha cabeça. Fui realmente sem pensar, apenas fui.
   E é passado, mas não era pra ser. Eu fui mas acho que não voltei. Se voltei, voltei em partes, e não era pra ser assim. No fim das contas eu me surpreendi por não querer dizer fui, e sim está sendo. Quando eu percebi que na verdade ser forte e durona, eram minhas armas e escudos. A franqueza na cabeça era para o meu coração não acelerar e me impedir de olhar para trás. A música na minha cabeça servia para me impossibilitar de planejar. Fui mesmo sem pensar, porque pensar confunde e eu só queria ir.
   Voltei percebendo que talvez eu tenha feito tudo o que eu não deveria fazer, que tentar fugir do amor é praticamente implorar pra que ele se aposse do seu coração. Me esqueci de como tudo isso é complicado quando estava me distraindo com estradas bonitas de se ver, esqueci como o amor pode ser profundo e cheio de declives que podem te afogar mesmo olhando para a represa. Também me esqueci de esquecer que as coisas não são perfeitas, e que pensar muito na vida nos faz perder a magnifica sensação que é viver.
   Talvez porque eu tenha esquecido como é viver, corei só de me citarem na conversa; me desacostumei com esse tipo de atenção já que os meus dias se passavam longos e continuamente sem cor. Agora eu percebi que colorido também tem preto e branco, que monocromático também dá vida, também cria quadros. Da mesma forma que eu tentei esconder o inevitável, aprendi que ha coisas e tipo de pessoas na vida, que uma hora ou outra teremos de enfrentar.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Acelerado

   
   E bate uma coisa esquisita no peito que eu tenho medo do que pode ser; não queria que fosse saudade não, nem desespero, nem aquela dorzinha inconveniente por falta de alguma coisa. Será a culpa mesmo minha? Pois não fiz mais nada além de ser eu, total e puramente. Controle esse seu coração hein, já disse não saber lidar com ele e minhas intenções agora, são simplistas demais para ter meu coração tomado por essa coisa complexa chamada saudade. Pois é, o problema é que só as intenções são assim.
    Isso é o mais estranho e o que mais me assusta realmente; sou tão simples, tão fria e desapegada que não deveria sentir esse tipo de coisa não; tem alguma coisa errada aí, amigo. Deu até vontade de chorar... O que todos aqueles olhos fechados fizeram? Tudo bem, já estou acostumada com esse tipo de coisa estranha, com o meu eu estranho, e com minhas palavras estranhas, então já não me faz tão mal. Coloco na cabeça que saudade é o que resta de coisas boas, e não posso negar que a natureza é muito boa não é?! Isso mesmo, adoro cachoeiras, represas, vegetação, poeira e sítios. haha
   Sigo meu caminho com o pensamento de que tudo na vida só serão lembranças e não tem como fugir. Na minha estrada cheia de pedras e vendavais que tentam me derrubar, dou risada nas curvas e mantenho o pensamento ativo e positivo para me manter em calma. Eles não entenderam mas eu entendi, porque faço a mesma coisa. É para fugir do desespero sim, tentamos esconder mas chega a hora que tudo vem à tona. Por mais que tentemos purificar o coração a cada dia, as mágoas não vão embora; elas se escondem no lugar mais profundo e se transformam em medo a cada vez que o coração bate forte novamente. Ninguém é culpado mas todos tem culpa, o medo sempre vai existir porém só é feliz quem arrisca...
   Então tudo bem garota, pode deixar suas decepções pra lá até porquê, sentir saudade não é pecado. Pecado é sentir falta do que não te fez bem e insistir numa coisa que nunca ia passar do errado. Saudade não precisa ser amor, nem dor, nem nada. Saudade já é o suficiente. Sentir falta de alguma coisa já explica tudo, e as melhores coisas são para serem sentidas e não entendidas.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Aviso



  Desculpa, não era esse o intuito da coisa, nem a intenção. Sei que o rolamento dessas energias boas é inevitável e eu até gosto disso, gosto bastante, mas... Essa é a questão, sempre vai haver um mas, eu gosto de você mas, eu queria ficar com você mas, você me faz bem mas... Eu sou assim e não sei lidar com isso, que já fique avisado. Sou toda "sinistra"e cheia de questões mal resolvidas dentro de mim e não queria passar isso adiante, não queria mesmo; a gente sabe até de mais um do outro e não sei se isso é bom ou ruim, pois a única coisa que eu queria era mostrar só o meu lado bom porque acho que você merece isso, mas é impossível e tenho medo que você até goste dos meus defeitos. Cara, só uma dica... Não. Não faça isso. Sou totalmente menina e gosto dos meus livros, minhas musicas e da minha paz, mais do que das pessoas, e não nego. Gosto de energia, mas a troca constante dela me esgota e não se pode enjoar de pessoas assim tão facilmente, ou podemos, desde que elas não saibam.
   É esse o meu problema, sozinha no meu mundo desde sempre, jamais aprendi a lidar com pessoas; gosto de ouvir, conversar, e até sou um pouco engraçada mas, sempre vai ter um mas, as coisas são no meu tempo e as vezes me torno um poço profundo que é difícil de compreender (e quando eu digo difícil é ao pé da letra), demora...
   Por isso eu aconselho, já deixo aquela plaquinha de perigo na entrada do castelo para só os guerreiros enfrentarem o dragão, pois ele só perde tempo com quem é divertido de lutar, os outros ele derruba apenas com um olhar congelante, o que é suficiente.
   Eu já li, você já leu e já leram pra você a placa que está aí na porta, portanto não diga que não foi avisado; ao mesmo tempo que sou toda complexa, gosto das coisas transparentes e bem explicadas. O dragão está esperando, se você for realmente um guerreiro, seja bem-vindo.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Horizonte

  

  Toda essa quietude nas mãos significa mente vazia, e isso não me agrada muito pois abusar do pensamento é a única coisa que eu sei fazer. Então começo a reparar em todo resquício de barulho ao meu redor... Música legal essa, gostosa de ouvir. É sempre bom descobrir ritmos, pessoas, lugares e seu interior renovado. As vezes acabo me assustando com meus próprios pensamentos, mas é só a eterna mudança não é?! Não deveria ter tanta importância, já que estou habituada aos meus pensamentos loucos, mas como me verei daqui há alguns anos? Será que terei orgulho da pessoa que me tornarei?
   Proferi um texto uma vez em que dizia ser besteira pensar no futuro, que ele tem que ficar lá no horizonte pois afinal, todo dia ele chega. A verdade é que eu tenho medo desse tal de futuro, quem ele pensa que é pra ficar me pressionando desse jeito? Aiai, preciso parar de pensar nele... Quanto mais eu penso, mais arrumo motivos para pensar e isso não é legal, pois problemas sempre ficam escondidos na nossa mente para quanto surgir a oportunidade darem o bote, e isso sempre acontece. Graças a muito tempo sozinha, na única companhia dos meus livros e do silêncio, aprendi a silenciar a mente e assim acalmar toda a minha alma, e é assim que acabo conseguindo ouvir os mais profundos sentimentos que se transformam em idéias e passo tudo para o papel. 
   No momento em que eu sento, olho pro azul do céu e me encontro no mais profundo equilíbrio, todo o medo do passado, presente e futuro vão embora, talvez se percam na atmosfera. Quando a gente para pra ver a imensidão do céu, é que percebemos o quanto nossos problemas são superficiais e assim, nos preparamos para receber de braços abertos e sem mágoas no peito, tudo o que a vida e Deus têm a nos oferecer.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Pessoas baratas

  Eu tinha medo de baratas antes, um medo incontornável, compulsivo e nervoso. Um medo que acabava  com a minha imagem de pessoa corajosa, com o meu coraçãozinho calmo e com o meu cabelo bem arrumado, só que hoje percebi que não temo mais. Não tenho mais medo, temor, nem nada. Só um pouco de receio. Isso, receio.
   Descobri hoje, que existem coisas muito mais importantes na vida para se temer, baratas não nos afetam, não machucam, só nos causam pavor. E o que é o pavor? O pavor não é sentimento que se preze! Não é coisa para se dar valor. Chego até a pensar que prefiro baratas a pessoas; pessoas baratas. Pessoas com parte racional e emocional, com poder de estragar o seu dia, acabar com os seus sonhos, te machucar da maneira mais cruel possível. E eu que tinha medo de baratas. Agora vejo quanta bobeira a minha né? 
   Chego a pensar que até as baratas sofrem, pois elas não podem nos ver que voam para o nosso colo. Será que a carência assombra até a elas? haha possível... Pelo menos elas não tem vergonha de demonstrar. Seres humanos, os tais conhecidos como racionais, tem. Coisa mais ridícula, ter vergonha de se expressar por causa de sentimentos. Sentimentos que são coisa que nem controlamos, que na verdade nem sabemos o que é. Bobagem, bagagem, friagem no coração. Tanta confusão pra um espaço tão pequeno e me pergunto como é que cabe? Tanto medo, tanto amor, tanto sofrimento, tanto cansaço, tantas baratas. Descobri hoje, que prefiro baratas. Só baratas. Antes baratas, do que pessoas que não valem nem uma barata.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Ponto de paz


   Se eu começar dizendo que está um frio lá fora, eu vou estar sendo simpática, e isso é uma coisa que eu não costumo ser. Pra quem mora no país tropical, oito graus não é uma coisa fácil de lidar, e agradeço por estar esquentando minhas orelhas, nariz e uma das mãos debaixo das minhas inúmeras cobertas.
   O mundo não parou, está uma bagunça como sempre, as pessoas se divertem em algum lugar e eu encontrando o meu ponto de paz mais uma vez na proteção das minhas estrelas, afundando a cabeça nas minhas penas de ganso e curtindo o mais profundo silêncio. O mudo me conforta, acalma todas essas minhas idéias, e para uma pessoa que enjoa facilmente das coisas, o silêncio é o único refúgio quando se precisa descansar de tudo e de todos. Não que eu não goste deles, muito pelo contrário, mas essa troca constante de energia e experiências as vezes me esgota e não vejo problemas em ficar em minha própria companhia por um tempo. 
   As pessoas tem dificuldade em se ver sozinhas e acham que isso é defeito meu, se esquecendo que cada um tem uma necessidade diferente e que sou complexa demais para me entenderem, pois nem eu me entendo de vez em quando. Acreditam que a paz só pode ser encontrada em outra pessoa, e até entendo se nesse pacote todo incluir um abraço, mas quando a minha parede branca consegue ter mais conteúdo que algumas pessoas, não vejo mal algum em continuar preferindo ela.
   Com todos os sentidos de frieza lá fora, surpreenderia-se se me visse agora quieta, simples e com as bochechas rosadas, com o coração quente mas nunca deixando de ter as mãos frias, pois tudo tem um limite né companheiro.
   Já encontrei meu ponto de paz e minha alma agradece, até queria compartilhá-lo; quando eu conhecer alguém que tenha paz no coração por apreciar as estrelas do meu teto, talvez eu ofereça um pedacinho da minha parede branca e talvez até descubra que aqui, há muito mais do que somente paz.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Dia do Rock!

 
                                            Porque rock nacional também é música.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Então a sorte vem...

  E quando eu percebi, me peguei naquela cena ridícula de chorar e comer doces. Tinham pegado o meu  coração, jogado no ácido e só agora deu tempo de reparar. Mesmo sem coração, as lágrimas não cansavam de cair e parecia que o meu peito nunca mais ia parar de doer. Então perdi a voz, perdi a respiração, perdi todos os sentidos de vida. Minha cabeça doía, minha alma tinha se perdido em algum lugar, em um tempo qualquer, ou levaram de mim sem nem me dizerem o porquê. Meu rosto deformava-se a todo momento e as vezes até esquecia quem eu era. Ficava tentando pregar a mim mesma a teoria da ying-yang mas quem disse que no silêncio da noite, todas essas técnicas cessavam os gritos do meu pensamento?
  Estava a um passo de desistir, não aguentava mais cair e não encontrar meu chão, não encontrar uma voz, porque a única coisa que eu queria era um abraço e não era pedir muito. Foi tão salgado, conseguiu ser mais salgado que as minhas lágrimas, tão sem amor, tão sem sentimento que eu não suportei ficar muito tempo ali. Ficaria mais se soubesse que seria a última vez, ou não, para não ter muito o que lembrar.
 Foi aí que tudo ficou leve, as lágrimas secaram conforme a agonia passou, a calma tomou conta de mim e por fim consegui raciocinar direito. Não transformei tudo em ódio, mas parei de tentar defender alguém que não merecia nem uma palavra de consolo, muito menos de defesa. A vida passa, as pessoas passam, e tem tanta gente por aí querendo passar pela minha vida e eu tirando das opções sem nem mesmo olhar para as alternativas, e tudo isso por alguém que nem sabe a sensação de deixar marcas boas na vida de alguém.
  Então por que você não vai embora, né? Por que não me deixa em paz? Já estava mais do que na hora de parar com essa mania de sempre chegar para avassalar a minha vida, já não aguentava mais um minuto, estava derretendo, me deteriorando de dentro pra fora, estava acabando aos poucos e você nem se preocupava em perceber. Não suportava mais essa dor, esse sentimento de culpa por ser tão ingênua todas as vezes. 
  Portanto me deixa ver o sol, para de tampar a minha visão toda vez que me desvio pois estou lutando, estou lutando mais forte a cada dia pra não ter que ver você, as lágrimas me cegavam mas é tudo passageiro e agora posso ver com clareza as maravilhas da vida.  Cada momento repentino que parecia que eu ia desabar, que as minhas pernas não iam aguentar com o peso do meu coração, me deram mais vontade e abriram meus olhos para enfim encontrar o meu chão, a minha base e o meu apoio.
  Foi tudo pra me deixar mais forte, a felicidade e a tristeza passam ou nós simplesmente nos acostumamos a elas, mas prefiro pensar que a tristeza é o intervalo entre duas felicidades e que quando a nossa vida é boa demais, é preciso acontecer algumas recaídas para darmos valor ao que temos e perceber que a vida e o mundo, sempre podem nos surpreender.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Seu Olhar

 

   E de tanto a minha amiga falar, lá fui eu escutar Seu Jorge e não é que eu me apaixonei?!

terça-feira, 3 de julho de 2012

Call me maybe ;*



                                                                                              Carly Rae Jepsen

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Devastador



 Foi tudo um redemoinho só, um encontro de ventos que devastou tudo o que viu pela frente e levou até o chão. As pessoas continuam a viver normalmente como se nenhum furacão tivesse passado por ali, como se a dor não fizesse diferença e não existisse ferimentos.
 Continuam andando, meio mancando, mas sempre sorrindo, reconstruindo o que o furacão levou. Cada um por si, se virando do jeito que dá e uma vez ou outra deixando cair alguma lágrima para se juntar ao mar de dores.
 A culpa não é do furacão, não é nossa, não existe culpados, apenas vítimas do destino, dessa vida irônica que sempre nos surpreende com seus tipos variados de furacões. 
 Não temos tempo nem de ajudar uns aos outros, ocupados de mais em salvar a nós mesmos, mas acabamos nos ajudando sem querer pela transmissão de energia que a proximidade dos nossos corpos nos proporciona, trazendo a paz que tanto procuramos para enfrentar todos os obstáculos.
 Vamos ficar bem, vamos fazer esse favor para o coração, não jogar toda a culpa nele. As dores passarão, é só não cutucar. Os problemas um dia se tornarão insignificantes perto dos que estão por vir, então vamos aproveitar o que dá. Os livros me esperam, estou em dívida com eles, na verdade comigo mesma, e preciso cumprir o que prometi pois eles estão me esperando e não posso decepcionar ninguém.
 Todos vamos conseguir, com a ajuda indireita um do outro nós vamos superar e tornar os furacões leves brisas que ainda nos farão sorrir.

sábado, 23 de junho de 2012

Bolhinha de sabão


 Eu acordei meio normal hoje, pode-se dizer até feliz. Uma coisa relativamente estranha se for relacionar com os acontecimentos dos meus dias, embora eu já esteja acostumada com essas minhas mudanças de humor, sentimento, e tudo mais.
 Já coloquei na cabeça que tudo isso é um teste, Deus resolveu me testar para ver até onde eu posso ir. Pelo o que estou percebendo eu posso ir longe e acabo surpreendendo a mim mesma, sempre com essa mania de inferioridade.
 As vezes tenho uns flashes de adolescência, percebo que estou na melhor fase da minha vida e o que eu estou fazendo? Deitada na minha cama em plena manhã de sábado. Sei que um dia irei me arrepender por isso, mas é assim que a gente vive. Enquanto tivermos tudo nas mãos iremos banalizar, pois o ser-humano só quer o que não pode ter.
 Vejo os minutinhos passarem, e nao são só eles. As pessoas, as coisas, a vida, os momentos, e fico me perguntando por que os sentimentos são tão difíceis de passar? Será eles grandes demais? Vamos meu querido, todo o mundo já passou e só está sobrando você aí. É um retardatário mesmo, fazer o quê. Mas tudo bem, eu já me acostumei com ele aqui dentro então agora nem faz mais diferença, e é legal quando percebemos isso, muito legal, pois mostra que valeu a pena, que precisamos das pessoas maquiavélicas no mundo para amadurecer. Obrigada meus caros.
 Dá até vontade de sorrir, de pular, de dançar, porque agora sim eu me sinto leve como uma bolha de sabão, a mais pequenininha e no entanto agora, com as mesmas cores que as outras, que dá triteza só de pensar que vai explodir.
 Que uma hora explode isso é fato, mas enquanto isso, me deixa espalhar a alegria da minha leveza, pois se não acontecessem coisas ruins ninguém daria valor para as coisas simples da vida, como uma bolha de sabão. Plum!

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Moínhos de vento



 É um lalalaia laiá, uma mente confusa que só, não sabe o que fazer, nem o que sentir... Na maioria das vezes ela está uma bagunça, tsc tsc, o que eu faço com essa minha cabeça? Essa seria a resposta para tantas outras perguntas... O que eu faço com esse coração? Jogo fora, taco fogo, ignoro ou deixo pendurado no meu mural como se não me afetasse só pra sempre olhar ele ali? O que eu faço com você hein menina? 
 Nem sou tão complexa e confusa assim, minha mente que é. Sou simples, simprinha de tudo, simples até de mais, tão simples que cansa, enjoa. E o que fazer quando se é tão simples ao ponto de ser impossível fazer um nó? 
 Eu quase caí da cama, e olha que eu ainda nem sonhei. Faz tempo que eu não sonho, será que a minha mente se foi com você, no mesmo pacote que estava o meu coração? E agora? Eu vou atrás para tentar resgatar tudo, tentar me resgatar, ou finjo que estou inteira e me restauro? Olha essa minha mente confusa, e olha que nem tenho mais mente. 
 Poderia dizer que ando pensando com o coração, mas até isso você levou. Poderia pensar com a alma, mas ela me disse que está muito cansada, extremamente pesada para pensar...
 Então vamos fazer uma dieta amiga. Quer dizer, que dieta o quê, uma massagem e um carinho já te deixam mais leve. Vem comigo que depois a gente pensa, vamos tomar duas doses de felicidade, jogar fora essa tristeza que já está estragando nessa geladeira, abrir esses sorrisos e come-los inteiros e dividir esses abraços aqui. O resto é resto, e isso a gente vê depois.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Discernimento





 Parece que já passou tanto tempo, parece que já se passaram tantos anos, tantas vidas, que eu já nem lembro direito o que foi, o que ficou, o que era direito... Me sinto mais leve, mas não que eu me sinta, não é hoje, é agora. Tenho esses declives, essa montanha russa alucinante de emoções que confundem até a mim mesma, pois não sei quando será a próxima curva. Não sei se é bom ou ruim, muito menos se esse é um final, um começo, o começo do meu final, o começo do meu começo... Ô vida confusa essa, mas se não fosse confusa não seria minha. Estilo exótico de ver a vida esse o meu, também não sei se isso é bom ou ruim, só sei que nos meus trilhos tortos e cheios de atrito eu vou seguindo, sem saber quando tudo irá desmoronar, ou apenas passar por baixo de uma estrada. Não ligo mais, apenas não ligo. Vou curtindo a paisagem pelo caminho e quando penso que vai ficar tedioso, sempre alguma coisa me surpreende, é a montanha russa da vida né.
 Aprendi que a paisagem muda dependendo dos olhos, e que os olhos ficam mais bonitos vistos ao sol, que o vento que beija o nosso corpo pelo caminho tem que ser aproveitado até o ultimo instante e se puder, até solte os cabelos e nem ligue se eles ficarem rebeldes, pois até nós nos descontrolamos na descida. 
 Não preciso ter medo de gritar, mas como sempre escolho o caminho mais fácil, que talvez nem seja tão mais fácil assim, escolho me sentar no último banco para evitar olhares furtivos, acusadores, que certamente irão me julgar ao ver a minha loucura aparente.
 Mas como a montanha russa da vida é minha, faço dela o que quiser e já que ninguém liga, a levarei nas minhas costas e não me importarei com o que irão dizer. Até poderia te convidar para se juntar nessa minha aventura, mas você está achando super divertido passar a sua tarde inteira na fila de espera do carrinho bate-bate, que só para você saber, já está enferrujado e não tem mais conserto.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Piscina de vidro


Eu não sei o que acontece, nem o que se passa, se tiver passado. Sei apenas dos meus sonhos e do ritmo do meu coração, se é que me resta um. Está vendo, eu não sei de mais nada, não sei que caminho seguir, o que fazer, que rumo tomar, em quem confiar. Você levou toda a minha confiança, minha auto estima, tudo o que eu tinha, e nem olhou pra trás para ver o que sobrou. Isso é o mais triste, saber que uma pessoa que uma vez disse que te amava, hoje não sei importa mais com você.
 Como será que é, ser o tudo de alguém num dia e nada no outro? Olha, é a pior sensação do mundo, posso te afirmar por experiência própria.
 É como se jogar de cabeça numa piscina de vidro, você vê alguém, mas na realidade só há você ali. Você cai, e não existe ninguém pra te salvar. Você levanta com um sorriso no rosto e mentaliza que nada aconteceu, assim as pessoas também irão acreditar no seu sorriso falso e no "tá tudo bem""não aconteceu nada" "é só sono". Finge que não rachou a cabeça, que seu coração não ficou lá nos cacos de vidro, que você não tem cicatrizes, e repete aquela frase bem alto pra se auto lembrar "vaso ruim não quebra", e segue com a festa, dançando no ritmo para não se ver perdida outra vez. Pois nessa festa, o que mais tem é curiosos querendo ver as suas cicatrizes, gente que sente prazer em ver como você ficou torta após a queda e, são pra essas pessoas que a gente deve juntar todos os cacos de vidro que nos machucaram e transforma-los em sorrisos, porque com gente fracassada a gente acaba simples assim, mostrando que independente dos tombos, dos cortes, dos caminhos incertos que nos fazem tropeçar e sair do salto, somos bons de mais pra deixar coisas tão insignificantes roubarem a nossa felicidade. Posso ter mais mil quedas na piscina de vidro, posso ficar mais torta e mais problemática a cada dia, mas uma coisa eu jamais deixarei que tirem de mim pois é o mais precioso que tenho a oferecer a quem merece, e esse é o meu sorriso.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Tudo o que levou a nada



 Sinto a minha garganta seca, a música atrapalha meus pensamentos, estou cansada também, emocionalmente. Não sei o que mereço, nem do que sou capaz, não sei se a irritação é só por causa da rinite ou por quê sinto um cheiro estranho no ar. O que foi que aconteceu? Não era eu que tinha dificuldade de falar? Me faça esse favor, diga. Não preciso entender, só preciso sentir.
 Do que você precisa? Me diz. Eu levanto daqui agora e preparo, me viro, dou um jeito para você. Um bolo saindo do forno? Ou as estrelas? Pessoas novas? Ou é só do amor que você precisa? Porque se for isso me fala, eu já disse. Ou não disse, mas dei a entender, que seja.
 Estou dolorida, isso porquê eu dormi a tarde inteira. E sonhei com você sabe, sonhei que você estava aqui. Sonhei? Ou só fui dormir desejando que você estivesse aqui? Não adianta tentar enganar você mesma, sua besta. E dormir não é o suficiente ouviu, uma hora você vai ter que acordar, enfrentar a realidade e não tem o que fazer. É mais fácil tentar ajeitar a realidade não é? Mas o ser humano é assim, acomodado com tudo. E quando penso que tudo não faz mais sentido, foco minha mente no pensamento que ninguém precisa saber que penso estar sozinha e que o importante é quem está ao meu lado, não o vazio que eu sinto por perceber que só metade de você me acompanha.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Ilusão






 Não foi um sonho, tenho quase certeza de que foi uma alucinação. Com todas as minhas noites conturbadas, atrapalhadas por músicas, sonhos, pesadelos, pensamentos, não sei se estava realmente acordada ou cochilei por um momento, porque foi muito perfeito, sabe aquele tipo de sonho que você consegue sentir o cheiro da pessoa? Eu não sabia até então, quer dizer, eu nem sei se foi um sonho aquilo, ou se os meus malditos pensamentos são levados de manhã para o mesmo lugar que vão a noite. Pode ter sido alucinação, ou só minha mente me traindo e sempre pensando na vida, mas logo de manhã menina? É, de noite você não está em condições para pensar em nada. Ô anjo da guarda, cadê você para me proteger do bicho papão hein? Bicho papão danado, disfarçado, lobo na pele de cordeiro, ou eu que transformo as coisas boas em ruins mesmo. Não, não sou eu. Ta bom, sou eu sim. Tenho que admitir, as melhores coisas, os melhores sonhos agora são os meus piores tormentos, o bicho papão conseguiu converter em poucas palavras todos os meus sonhos em pesadelos, tirou minha esperança, tirou tudo mesmo. Tirou até a alegria, que me fez acreditar naqueles poucos segundos que tudo aquilo era real, até agradeci a Deus, acredita?  Quando abri os olhos, a única coisa que enxerguei foi o vazio, a parede branca do meu quarto que fez questão de lembrar que a única coisa que eu tinha pra me consolar naquele momento era nada mais, nada menos, que o nada. Eu fiquei uns dez minutos sem reação, me perguntando por que eu não continuei dormindo, por que eu não me contentei com aquela ilusão que naquele momento era tão real ao ponto de me fazer sentir bem por um instante. E como de praxe respirei fundo, levantei, ergui a cabeça e comecei o meu dia com aquele sorriso ilusório que só quem sabe, sabe como é. 

Eu não sei porque é assim



 Eu tenho tanta coisa pra dizer, tanto o que compartilhar, mas me falta voz e coragem. Nessa alma tão pequena onde cabe milhares de sentimentos em transição, fica meio difícil fazer com que as palavras saiam coerentes na hora certa. Estava pensando aqui com meu eu traidor, melhor o frio do que a ilusão do calor. E sempre goteja né, é inevitável que com uma chuva tão forte dessas tudo fique em seu devido lugar. 
 Eu queria que fosse somente a chuva, mas no caos do meu mundo de hoje nunca nada vem só e vai tudo se acumulando até chover repentinamente. Como aquelas chuvas de verão, meu humor oscila desesperadamente e eu só espero que o suposto amor não seja assim.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Ingenuidade


 Ela não é ingênua porque não pensa ou fala besteira, nem por não fazer brincadeiras idiotas... Pois ela não é santa, é como qualquer outra pessoa.
 É do seu modo ingênua por acreditar demais nas pessoas, achar que todo mundo tem um lado bonito, que as pessoas se arrependem rápido e que todos veem o mundo da mesma maneira que ela. 
 Ingênua por não entender indiretas, acreditar em mentiras, achar que as pessoas erradas ainda poderão mudar. Talvez a sua ingenuidade seja só um escudo contra o mundo a sua volta, talvez ela saiba mas não queira ver ou seja desligada mesmo.
 Preciou que jogassem esse adjetivo na sua cara para acordar pra vida, para cair na real, e mesmo assim continuou a mesma. Não consegue mudar, é inevitável.
 Uns dizem que a sua ingenuidade é um defeito, e outros dizem que é qualidade. Em qual acreditar? Será que ela deve tentar mudar pra parar de quebrar a cara ou agradar os outros? 
 É um assunto que ela simplesmente não consegue compreender, nunca consegue terminar, talvez seja porquê se trata diretamente dela. Não consegue decifrar a escala da tamanha ingenuidade, então é melhor deixar assim sem final. Talvez na passagem dela pela vida, uma hora por bem ou por mal ela entenda os riscos que corre com essa ingenuidade indecifrável e aprenda a viver conforme o mundo e a sociedade esperam dela.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Em meio as estrelas


Uma musica que eu não sei a letra não sai da minha cabeça, a idéia de virar um iceberg não me parece nada mal, um treinamento para ser atriz é o que faço da vida, nem tanto um treinamento mas o aperfeiçoamento da arte de ser um gelo gigante. Fria, dura e impenetrável, agora sou apenas um robô.
 Se meu cílios cai, gruda em meu dedo e eu guardo perto do peito, não siginifica que fiz o pedido com o coração, pois agora só tenho botão de liga e desliga. Liga um sorriso falso no dia-a-dia, desliga-o e liga aquele oceano que inunda meu travesseiro de noite.
 Dane-se todos os pontos que se ligam, prefiro fechar os olhos ou melhor, observar as estrelas. Quando não tenho a atmosfera, serve à minha mente as estrelas do céu do meu quarto.
 Com o tempo diminui, o tempo cura, o tempo sufoca, o tempo, ah, o tempo, as vezes só serve pra trazer de volta tudo o que não queriamos que viesse, o que é bom, pois nos torna mais fortes, traz participações especiais no nosso aperfeiçoamento de ser ator.
 Que bom que estão todos felizes, mas façam-me o favor, vão ser feliz para lá. O frio não é só nos meus pés descalços, mas em todo o meu corpo, não são só as minhas mãos frias, o meu coração também. E não quero uma meia, não quero uma luva, me manterei um iceberg até quando eu puder e não vou deixar que nenhum sol que se ache o centro do mundo abalar a minha estrutura.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Espero

Eu espero que amadureça, espero mesmo. Espero o quanto eu puder e espero que eu possa por muito tempo. Espero que seja uma fase, espero que acabe tudo isso e espero que não acabe.
Sempre espero que pare, que olhe, que veja. Espero que as afirmações sejam verdadeiras, todas. E que as pessoas nao sejam capciosas no mau sentido. Eu espero que as risadas por desespero cessem, ou que continuem, continuem até cansar. Espero que possa-se inventar com toda essa tecnologia alguém em quem confiar, ou uma maquina de exterminação de todas as pessoas com mais de uma personalidade. Espero que essas pessoas sejam felizes, pois toda essa tentativa de acabar com a felicidade alheia é resultado de uma vida infeliz e frustada.
Espero entender, pois no final todo mundo faz uma besteira. Assim fica dificil. Espero que o sorvete do meu coração vá para um freezer menos frio, espero que não dê tempo de virar um iceberg porque iria me congelar por dentro e capaz de me explodir em emoções. As vezes eu espero que vire realmente um iceberg. É mais fácil quando se torna denso e assim nada penetra. Espero me sentir melhor, espero que essas mãos sejam minhas, espero que isso signifique alguma coisa, espero entender. Espero que o medo acabe, espero que o "mesmo assim" seja verdade. Espero que dêem uma chance e espero que as coisas façam sentido. Espero, espero. Só espero.

terça-feira, 13 de março de 2012

Cuide do que te ilumina


Sabe o que é se sentir despedaçada por dentro? Como se o mundo fosse desabar junto com a lágrima dos seus olhos, como se o seu coração fosse ficar ligado no seu corpo por apenas um fio?
 Falar de amor não é amar e não falar, não significa não sentir. Redefina seus conceitos. Ouvir não significa ter barulho. Pare e pense garota, quer dizer, reflita, filosofe, é melhor. O amor é muito complexo para apenas se pensar sobre ele. O problema é que refletir as vezes não é muito bom, quem precisa de inimigos quando se tem uma mente traiçoeira feito a nossa? Assim não dá.
 As coisas não são assim, existe muito mais por entre as linhas, os olhares, os abraços, os sorrisos. A gente tenta entender, tenta decifrar, mas quando não entendemos nem a nós mesmos, como é que vamos entender o próximo? O muito próximo, o nem tão próximo assim...
 E tem vezes que a gente fica meio zumbi, sem motivo, sem vida, só existindo, e não conta pra ninguém. Queremos que descubram, que percebam, que nos abracem, mas a nossa máscara matinal de felicidade não permite isso. E daí a gente desiste, mas não fala. Porque falar é aceitar a derrota, conviver com ela. E chora, chora, chora por quê daí a chuva cai, depois vem o sol e talvez até um arco-íris.
 E ficamos bem viu, pode tudo voltar mais tarde ou pelo amanhecer mas por um momento passa. O sol acalma pequena, ele alcança você, toca seu coração.
Então abrace o sol ué, o que tem de mais? Ele vais e iluminar com o seu sorriso. Sol, você, iluminar, compreende?
 Não ligue para qualquer coisa, o sol é muito mais importante. Ele não vai te deixar, com ele você não precisa se preocupar.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Ao infinito e além

 Deitada na escuridão do quarto ela pensa em tudo o que poderia ter acontecido se tivesse se deixado levar pelo orgulho, se tivesse seguido o seu raciocínio de jogos e não ouvisse o que era pra ser ouvido aquela única vez. Não jogos, mas seu raciocínio de defesa. Talvez ela esteja em dúvida, mas ela ouve as músicas das vidas passadas, lê as declarações feitas e se lembra dos sonhos que teve pela noite. Pelo ritmo da batida ela vive pois ela gosta do que ouve, do que vê. A essa hora não é possível ver as estrelas, mas quando lhe faltam estrelas ela recorre ao sol. Ela não queria te fazer chorar, mas ela não sabe o que fazer para tirar a sua agonia e também não é boa em pedir perdão. Ela agradeceu-lhe pelos gestos mesmo que não ouça, e disse que fará de tudo para lhe fornecer oxigênio. Não se enfraqueça, ela pediu.
 Ela espera que como o brilho dos seus olhos, o seu sorriso nunca morra pois é isso que a mantém segura.
 Deixou escapar que te ama, mas implorou para que eu não contasse não sei o por quê. Garota estranha essa, mas só pelo sorriso de canto percebi como ela gosta do calor das suas mãos. Ela é do seu modo quieta, pensativa e meio fria mas não se engane com a paralisia daquele olhar, são esses olhos que brilham quando ela diz seu nome, é o seu mesmo sorriso que fica abobalhado nela também. Já percebi, vocês dois riem com os olhos e isso é bonito.
 Assim, ela prometeu te segurar até não poder mais. Mandou beijos na testa, pois significam respeito. E não disse que te ama não, mas era só olhar para ela pra entender tudo o que ela queria dizer.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Só não sou comestível, nhac


 Eu pulo como uma pipoca, pinto tudo como uma amora, sou como chupar limão por dinheiro, você faz cara feia no começo mas sempre acaba rindo no final. Estou começando a ficar igual a uma gelatina, sou fofa como bolo que acabou de sair do forno, doce igual banana com leite condensado.
 Me arrumo e fico pronta na mesma velocidade do miojo, em três minutos. Multiplicado por quarenta. Sou inesquecível como o chocolate e pela docura, você enjoa se ficar só comigo por dias seguidos. Sou como batata frita com sorvete, o resultado legal de uma mistura estranha. Igual o biscoito da sorte, sempre apareço com uma surpresa e como a panela de brigadeiro, sempre estarei do seu lado quando precisar chorar. Sou um x-tudo pois tenho de tudo um pouco, sou a macarronada de domingo que você está tão acostumado que já não liga para a mesmice. Sou como a maionese e farofa no natal, é sempre a mesma coisa mas não pode faltar. Como torrada que pode ser doce e salgada, como pizza que sempre tem aquele louco que prefere fria e sem frescura. Como cebola que enquanto uns amam outros odeiam. 
 Porém, sou como qualquer outro alimento, não estou nem viva para as porcarias que dizem. Quanto mais falam que sou ruim, mas aparecem pessoas de todos os lugares para saber como eu sou.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Inspiração


 Eu não consigo ouvir nada lá fora, meu corpo criou um escudo para me proteger de coisas que se eu ouvisse me deixaria ainda pior. Nesse momento só sinto as batidas do meu coração e ouço o ritmo da minha minha respiração. Estou tão vazia que até o escuro é bem-vindo, até o silêncio é uma boa companhia, é uma solidão tão recorrente que se torna normal e quando ela chega, nem precisa bater na porta. Vem devastadora de sua longa viagem e sempre traz lágrimas embrulhadas no papel de presente como lembranças. Os presentes só são para mim pois ela me adora, até porque, ninguém percebe quando ela vem me visitar.
 Gosto quando junto com ela vem a inspiração, o que só acontece quando ela chega muito de repente e sem previsão de partida. Quando isso acontece, até as musicas que sempre me fazem companhia tem que ser banidas do meu mundo, pois elas já não são suficientes para expressar os sentimentos que essas duas me trazem.
 Não vou dizer que gosto delas, quer dizer, talvez. Eu gosto desse tipo de inspiração mas não gosto que me leva a te-la, então começo a acreditar no ditado " há males que vem para o bem" pois essa talvez seja minha única opção, acreditar que todo esse vazio seja o preço de uma possível felicidade e que esse aperto no peito se transforme em coloridas borboletas.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Quando as palavras fogem

É só uma enorme necessidade de se expressar, de colocar tudo o que ainda não sei para fora. Faz tempo que eu não me encontro com as minhas amigas folhas de papel, há tempos não me encontro com os meus fiéis escudeiros coloridos. Sinto falta de palavras, mas parece que elas não sentem tanto assim a minha; mesmo ficando o tempo todo em mim. 
 Acontece que as vezes a gente realmente não precisa de palavras, a gente precisa de presença mais do que tudo.
 De vez em quando é bom ouvir o silêncio de uma lágrima, ou apenas senti-la; é gostoso ouvir risadas, ainda mais quando nós mesmo as provocamos; é bom sentir que tem alguém nos abraçando, ou enxergar no olhar que alguém se importa com a gente.
 Palavras muitas vezes são banais e desnecessárias, ninguém precisa de palavras quando as atitudes já dizem tudo o que precisamos saber.