terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Só não sou comestível, nhac


 Eu pulo como uma pipoca, pinto tudo como uma amora, sou como chupar limão por dinheiro, você faz cara feia no começo mas sempre acaba rindo no final. Estou começando a ficar igual a uma gelatina, sou fofa como bolo que acabou de sair do forno, doce igual banana com leite condensado.
 Me arrumo e fico pronta na mesma velocidade do miojo, em três minutos. Multiplicado por quarenta. Sou inesquecível como o chocolate e pela docura, você enjoa se ficar só comigo por dias seguidos. Sou como batata frita com sorvete, o resultado legal de uma mistura estranha. Igual o biscoito da sorte, sempre apareço com uma surpresa e como a panela de brigadeiro, sempre estarei do seu lado quando precisar chorar. Sou um x-tudo pois tenho de tudo um pouco, sou a macarronada de domingo que você está tão acostumado que já não liga para a mesmice. Sou como a maionese e farofa no natal, é sempre a mesma coisa mas não pode faltar. Como torrada que pode ser doce e salgada, como pizza que sempre tem aquele louco que prefere fria e sem frescura. Como cebola que enquanto uns amam outros odeiam. 
 Porém, sou como qualquer outro alimento, não estou nem viva para as porcarias que dizem. Quanto mais falam que sou ruim, mas aparecem pessoas de todos os lugares para saber como eu sou.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Inspiração


 Eu não consigo ouvir nada lá fora, meu corpo criou um escudo para me proteger de coisas que se eu ouvisse me deixaria ainda pior. Nesse momento só sinto as batidas do meu coração e ouço o ritmo da minha minha respiração. Estou tão vazia que até o escuro é bem-vindo, até o silêncio é uma boa companhia, é uma solidão tão recorrente que se torna normal e quando ela chega, nem precisa bater na porta. Vem devastadora de sua longa viagem e sempre traz lágrimas embrulhadas no papel de presente como lembranças. Os presentes só são para mim pois ela me adora, até porque, ninguém percebe quando ela vem me visitar.
 Gosto quando junto com ela vem a inspiração, o que só acontece quando ela chega muito de repente e sem previsão de partida. Quando isso acontece, até as musicas que sempre me fazem companhia tem que ser banidas do meu mundo, pois elas já não são suficientes para expressar os sentimentos que essas duas me trazem.
 Não vou dizer que gosto delas, quer dizer, talvez. Eu gosto desse tipo de inspiração mas não gosto que me leva a te-la, então começo a acreditar no ditado " há males que vem para o bem" pois essa talvez seja minha única opção, acreditar que todo esse vazio seja o preço de uma possível felicidade e que esse aperto no peito se transforme em coloridas borboletas.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Quando as palavras fogem

É só uma enorme necessidade de se expressar, de colocar tudo o que ainda não sei para fora. Faz tempo que eu não me encontro com as minhas amigas folhas de papel, há tempos não me encontro com os meus fiéis escudeiros coloridos. Sinto falta de palavras, mas parece que elas não sentem tanto assim a minha; mesmo ficando o tempo todo em mim. 
 Acontece que as vezes a gente realmente não precisa de palavras, a gente precisa de presença mais do que tudo.
 De vez em quando é bom ouvir o silêncio de uma lágrima, ou apenas senti-la; é gostoso ouvir risadas, ainda mais quando nós mesmo as provocamos; é bom sentir que tem alguém nos abraçando, ou enxergar no olhar que alguém se importa com a gente.
 Palavras muitas vezes são banais e desnecessárias, ninguém precisa de palavras quando as atitudes já dizem tudo o que precisamos saber.