sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Ao infinito e além

 Deitada na escuridão do quarto ela pensa em tudo o que poderia ter acontecido se tivesse se deixado levar pelo orgulho, se tivesse seguido o seu raciocínio de jogos e não ouvisse o que era pra ser ouvido aquela única vez. Não jogos, mas seu raciocínio de defesa. Talvez ela esteja em dúvida, mas ela ouve as músicas das vidas passadas, lê as declarações feitas e se lembra dos sonhos que teve pela noite. Pelo ritmo da batida ela vive pois ela gosta do que ouve, do que vê. A essa hora não é possível ver as estrelas, mas quando lhe faltam estrelas ela recorre ao sol. Ela não queria te fazer chorar, mas ela não sabe o que fazer para tirar a sua agonia e também não é boa em pedir perdão. Ela agradeceu-lhe pelos gestos mesmo que não ouça, e disse que fará de tudo para lhe fornecer oxigênio. Não se enfraqueça, ela pediu.
 Ela espera que como o brilho dos seus olhos, o seu sorriso nunca morra pois é isso que a mantém segura.
 Deixou escapar que te ama, mas implorou para que eu não contasse não sei o por quê. Garota estranha essa, mas só pelo sorriso de canto percebi como ela gosta do calor das suas mãos. Ela é do seu modo quieta, pensativa e meio fria mas não se engane com a paralisia daquele olhar, são esses olhos que brilham quando ela diz seu nome, é o seu mesmo sorriso que fica abobalhado nela também. Já percebi, vocês dois riem com os olhos e isso é bonito.
 Assim, ela prometeu te segurar até não poder mais. Mandou beijos na testa, pois significam respeito. E não disse que te ama não, mas era só olhar para ela pra entender tudo o que ela queria dizer.

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