quarta-feira, 4 de abril de 2012

Em meio as estrelas


Uma musica que eu não sei a letra não sai da minha cabeça, a idéia de virar um iceberg não me parece nada mal, um treinamento para ser atriz é o que faço da vida, nem tanto um treinamento mas o aperfeiçoamento da arte de ser um gelo gigante. Fria, dura e impenetrável, agora sou apenas um robô.
 Se meu cílios cai, gruda em meu dedo e eu guardo perto do peito, não siginifica que fiz o pedido com o coração, pois agora só tenho botão de liga e desliga. Liga um sorriso falso no dia-a-dia, desliga-o e liga aquele oceano que inunda meu travesseiro de noite.
 Dane-se todos os pontos que se ligam, prefiro fechar os olhos ou melhor, observar as estrelas. Quando não tenho a atmosfera, serve à minha mente as estrelas do céu do meu quarto.
 Com o tempo diminui, o tempo cura, o tempo sufoca, o tempo, ah, o tempo, as vezes só serve pra trazer de volta tudo o que não queriamos que viesse, o que é bom, pois nos torna mais fortes, traz participações especiais no nosso aperfeiçoamento de ser ator.
 Que bom que estão todos felizes, mas façam-me o favor, vão ser feliz para lá. O frio não é só nos meus pés descalços, mas em todo o meu corpo, não são só as minhas mãos frias, o meu coração também. E não quero uma meia, não quero uma luva, me manterei um iceberg até quando eu puder e não vou deixar que nenhum sol que se ache o centro do mundo abalar a minha estrutura.

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