quinta-feira, 12 de abril de 2012

Ingenuidade


 Ela não é ingênua porque não pensa ou fala besteira, nem por não fazer brincadeiras idiotas... Pois ela não é santa, é como qualquer outra pessoa.
 É do seu modo ingênua por acreditar demais nas pessoas, achar que todo mundo tem um lado bonito, que as pessoas se arrependem rápido e que todos veem o mundo da mesma maneira que ela. 
 Ingênua por não entender indiretas, acreditar em mentiras, achar que as pessoas erradas ainda poderão mudar. Talvez a sua ingenuidade seja só um escudo contra o mundo a sua volta, talvez ela saiba mas não queira ver ou seja desligada mesmo.
 Preciou que jogassem esse adjetivo na sua cara para acordar pra vida, para cair na real, e mesmo assim continuou a mesma. Não consegue mudar, é inevitável.
 Uns dizem que a sua ingenuidade é um defeito, e outros dizem que é qualidade. Em qual acreditar? Será que ela deve tentar mudar pra parar de quebrar a cara ou agradar os outros? 
 É um assunto que ela simplesmente não consegue compreender, nunca consegue terminar, talvez seja porquê se trata diretamente dela. Não consegue decifrar a escala da tamanha ingenuidade, então é melhor deixar assim sem final. Talvez na passagem dela pela vida, uma hora por bem ou por mal ela entenda os riscos que corre com essa ingenuidade indecifrável e aprenda a viver conforme o mundo e a sociedade esperam dela.

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