quinta-feira, 28 de junho de 2012

Devastador



 Foi tudo um redemoinho só, um encontro de ventos que devastou tudo o que viu pela frente e levou até o chão. As pessoas continuam a viver normalmente como se nenhum furacão tivesse passado por ali, como se a dor não fizesse diferença e não existisse ferimentos.
 Continuam andando, meio mancando, mas sempre sorrindo, reconstruindo o que o furacão levou. Cada um por si, se virando do jeito que dá e uma vez ou outra deixando cair alguma lágrima para se juntar ao mar de dores.
 A culpa não é do furacão, não é nossa, não existe culpados, apenas vítimas do destino, dessa vida irônica que sempre nos surpreende com seus tipos variados de furacões. 
 Não temos tempo nem de ajudar uns aos outros, ocupados de mais em salvar a nós mesmos, mas acabamos nos ajudando sem querer pela transmissão de energia que a proximidade dos nossos corpos nos proporciona, trazendo a paz que tanto procuramos para enfrentar todos os obstáculos.
 Vamos ficar bem, vamos fazer esse favor para o coração, não jogar toda a culpa nele. As dores passarão, é só não cutucar. Os problemas um dia se tornarão insignificantes perto dos que estão por vir, então vamos aproveitar o que dá. Os livros me esperam, estou em dívida com eles, na verdade comigo mesma, e preciso cumprir o que prometi pois eles estão me esperando e não posso decepcionar ninguém.
 Todos vamos conseguir, com a ajuda indireita um do outro nós vamos superar e tornar os furacões leves brisas que ainda nos farão sorrir.

sábado, 23 de junho de 2012

Bolhinha de sabão


 Eu acordei meio normal hoje, pode-se dizer até feliz. Uma coisa relativamente estranha se for relacionar com os acontecimentos dos meus dias, embora eu já esteja acostumada com essas minhas mudanças de humor, sentimento, e tudo mais.
 Já coloquei na cabeça que tudo isso é um teste, Deus resolveu me testar para ver até onde eu posso ir. Pelo o que estou percebendo eu posso ir longe e acabo surpreendendo a mim mesma, sempre com essa mania de inferioridade.
 As vezes tenho uns flashes de adolescência, percebo que estou na melhor fase da minha vida e o que eu estou fazendo? Deitada na minha cama em plena manhã de sábado. Sei que um dia irei me arrepender por isso, mas é assim que a gente vive. Enquanto tivermos tudo nas mãos iremos banalizar, pois o ser-humano só quer o que não pode ter.
 Vejo os minutinhos passarem, e nao são só eles. As pessoas, as coisas, a vida, os momentos, e fico me perguntando por que os sentimentos são tão difíceis de passar? Será eles grandes demais? Vamos meu querido, todo o mundo já passou e só está sobrando você aí. É um retardatário mesmo, fazer o quê. Mas tudo bem, eu já me acostumei com ele aqui dentro então agora nem faz mais diferença, e é legal quando percebemos isso, muito legal, pois mostra que valeu a pena, que precisamos das pessoas maquiavélicas no mundo para amadurecer. Obrigada meus caros.
 Dá até vontade de sorrir, de pular, de dançar, porque agora sim eu me sinto leve como uma bolha de sabão, a mais pequenininha e no entanto agora, com as mesmas cores que as outras, que dá triteza só de pensar que vai explodir.
 Que uma hora explode isso é fato, mas enquanto isso, me deixa espalhar a alegria da minha leveza, pois se não acontecessem coisas ruins ninguém daria valor para as coisas simples da vida, como uma bolha de sabão. Plum!

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Moínhos de vento



 É um lalalaia laiá, uma mente confusa que só, não sabe o que fazer, nem o que sentir... Na maioria das vezes ela está uma bagunça, tsc tsc, o que eu faço com essa minha cabeça? Essa seria a resposta para tantas outras perguntas... O que eu faço com esse coração? Jogo fora, taco fogo, ignoro ou deixo pendurado no meu mural como se não me afetasse só pra sempre olhar ele ali? O que eu faço com você hein menina? 
 Nem sou tão complexa e confusa assim, minha mente que é. Sou simples, simprinha de tudo, simples até de mais, tão simples que cansa, enjoa. E o que fazer quando se é tão simples ao ponto de ser impossível fazer um nó? 
 Eu quase caí da cama, e olha que eu ainda nem sonhei. Faz tempo que eu não sonho, será que a minha mente se foi com você, no mesmo pacote que estava o meu coração? E agora? Eu vou atrás para tentar resgatar tudo, tentar me resgatar, ou finjo que estou inteira e me restauro? Olha essa minha mente confusa, e olha que nem tenho mais mente. 
 Poderia dizer que ando pensando com o coração, mas até isso você levou. Poderia pensar com a alma, mas ela me disse que está muito cansada, extremamente pesada para pensar...
 Então vamos fazer uma dieta amiga. Quer dizer, que dieta o quê, uma massagem e um carinho já te deixam mais leve. Vem comigo que depois a gente pensa, vamos tomar duas doses de felicidade, jogar fora essa tristeza que já está estragando nessa geladeira, abrir esses sorrisos e come-los inteiros e dividir esses abraços aqui. O resto é resto, e isso a gente vê depois.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Discernimento





 Parece que já passou tanto tempo, parece que já se passaram tantos anos, tantas vidas, que eu já nem lembro direito o que foi, o que ficou, o que era direito... Me sinto mais leve, mas não que eu me sinta, não é hoje, é agora. Tenho esses declives, essa montanha russa alucinante de emoções que confundem até a mim mesma, pois não sei quando será a próxima curva. Não sei se é bom ou ruim, muito menos se esse é um final, um começo, o começo do meu final, o começo do meu começo... Ô vida confusa essa, mas se não fosse confusa não seria minha. Estilo exótico de ver a vida esse o meu, também não sei se isso é bom ou ruim, só sei que nos meus trilhos tortos e cheios de atrito eu vou seguindo, sem saber quando tudo irá desmoronar, ou apenas passar por baixo de uma estrada. Não ligo mais, apenas não ligo. Vou curtindo a paisagem pelo caminho e quando penso que vai ficar tedioso, sempre alguma coisa me surpreende, é a montanha russa da vida né.
 Aprendi que a paisagem muda dependendo dos olhos, e que os olhos ficam mais bonitos vistos ao sol, que o vento que beija o nosso corpo pelo caminho tem que ser aproveitado até o ultimo instante e se puder, até solte os cabelos e nem ligue se eles ficarem rebeldes, pois até nós nos descontrolamos na descida. 
 Não preciso ter medo de gritar, mas como sempre escolho o caminho mais fácil, que talvez nem seja tão mais fácil assim, escolho me sentar no último banco para evitar olhares furtivos, acusadores, que certamente irão me julgar ao ver a minha loucura aparente.
 Mas como a montanha russa da vida é minha, faço dela o que quiser e já que ninguém liga, a levarei nas minhas costas e não me importarei com o que irão dizer. Até poderia te convidar para se juntar nessa minha aventura, mas você está achando super divertido passar a sua tarde inteira na fila de espera do carrinho bate-bate, que só para você saber, já está enferrujado e não tem mais conserto.