sexta-feira, 20 de julho de 2012

Ponto de paz


   Se eu começar dizendo que está um frio lá fora, eu vou estar sendo simpática, e isso é uma coisa que eu não costumo ser. Pra quem mora no país tropical, oito graus não é uma coisa fácil de lidar, e agradeço por estar esquentando minhas orelhas, nariz e uma das mãos debaixo das minhas inúmeras cobertas.
   O mundo não parou, está uma bagunça como sempre, as pessoas se divertem em algum lugar e eu encontrando o meu ponto de paz mais uma vez na proteção das minhas estrelas, afundando a cabeça nas minhas penas de ganso e curtindo o mais profundo silêncio. O mudo me conforta, acalma todas essas minhas idéias, e para uma pessoa que enjoa facilmente das coisas, o silêncio é o único refúgio quando se precisa descansar de tudo e de todos. Não que eu não goste deles, muito pelo contrário, mas essa troca constante de energia e experiências as vezes me esgota e não vejo problemas em ficar em minha própria companhia por um tempo. 
   As pessoas tem dificuldade em se ver sozinhas e acham que isso é defeito meu, se esquecendo que cada um tem uma necessidade diferente e que sou complexa demais para me entenderem, pois nem eu me entendo de vez em quando. Acreditam que a paz só pode ser encontrada em outra pessoa, e até entendo se nesse pacote todo incluir um abraço, mas quando a minha parede branca consegue ter mais conteúdo que algumas pessoas, não vejo mal algum em continuar preferindo ela.
   Com todos os sentidos de frieza lá fora, surpreenderia-se se me visse agora quieta, simples e com as bochechas rosadas, com o coração quente mas nunca deixando de ter as mãos frias, pois tudo tem um limite né companheiro.
   Já encontrei meu ponto de paz e minha alma agradece, até queria compartilhá-lo; quando eu conhecer alguém que tenha paz no coração por apreciar as estrelas do meu teto, talvez eu ofereça um pedacinho da minha parede branca e talvez até descubra que aqui, há muito mais do que somente paz.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Dia do Rock!

 
                                            Porque rock nacional também é música.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Então a sorte vem...

  E quando eu percebi, me peguei naquela cena ridícula de chorar e comer doces. Tinham pegado o meu  coração, jogado no ácido e só agora deu tempo de reparar. Mesmo sem coração, as lágrimas não cansavam de cair e parecia que o meu peito nunca mais ia parar de doer. Então perdi a voz, perdi a respiração, perdi todos os sentidos de vida. Minha cabeça doía, minha alma tinha se perdido em algum lugar, em um tempo qualquer, ou levaram de mim sem nem me dizerem o porquê. Meu rosto deformava-se a todo momento e as vezes até esquecia quem eu era. Ficava tentando pregar a mim mesma a teoria da ying-yang mas quem disse que no silêncio da noite, todas essas técnicas cessavam os gritos do meu pensamento?
  Estava a um passo de desistir, não aguentava mais cair e não encontrar meu chão, não encontrar uma voz, porque a única coisa que eu queria era um abraço e não era pedir muito. Foi tão salgado, conseguiu ser mais salgado que as minhas lágrimas, tão sem amor, tão sem sentimento que eu não suportei ficar muito tempo ali. Ficaria mais se soubesse que seria a última vez, ou não, para não ter muito o que lembrar.
 Foi aí que tudo ficou leve, as lágrimas secaram conforme a agonia passou, a calma tomou conta de mim e por fim consegui raciocinar direito. Não transformei tudo em ódio, mas parei de tentar defender alguém que não merecia nem uma palavra de consolo, muito menos de defesa. A vida passa, as pessoas passam, e tem tanta gente por aí querendo passar pela minha vida e eu tirando das opções sem nem mesmo olhar para as alternativas, e tudo isso por alguém que nem sabe a sensação de deixar marcas boas na vida de alguém.
  Então por que você não vai embora, né? Por que não me deixa em paz? Já estava mais do que na hora de parar com essa mania de sempre chegar para avassalar a minha vida, já não aguentava mais um minuto, estava derretendo, me deteriorando de dentro pra fora, estava acabando aos poucos e você nem se preocupava em perceber. Não suportava mais essa dor, esse sentimento de culpa por ser tão ingênua todas as vezes. 
  Portanto me deixa ver o sol, para de tampar a minha visão toda vez que me desvio pois estou lutando, estou lutando mais forte a cada dia pra não ter que ver você, as lágrimas me cegavam mas é tudo passageiro e agora posso ver com clareza as maravilhas da vida.  Cada momento repentino que parecia que eu ia desabar, que as minhas pernas não iam aguentar com o peso do meu coração, me deram mais vontade e abriram meus olhos para enfim encontrar o meu chão, a minha base e o meu apoio.
  Foi tudo pra me deixar mais forte, a felicidade e a tristeza passam ou nós simplesmente nos acostumamos a elas, mas prefiro pensar que a tristeza é o intervalo entre duas felicidades e que quando a nossa vida é boa demais, é preciso acontecer algumas recaídas para darmos valor ao que temos e perceber que a vida e o mundo, sempre podem nos surpreender.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Seu Olhar

 

   E de tanto a minha amiga falar, lá fui eu escutar Seu Jorge e não é que eu me apaixonei?!

terça-feira, 3 de julho de 2012

Call me maybe ;*



                                                                                              Carly Rae Jepsen