segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Horizonte

  

  Toda essa quietude nas mãos significa mente vazia, e isso não me agrada muito pois abusar do pensamento é a única coisa que eu sei fazer. Então começo a reparar em todo resquício de barulho ao meu redor... Música legal essa, gostosa de ouvir. É sempre bom descobrir ritmos, pessoas, lugares e seu interior renovado. As vezes acabo me assustando com meus próprios pensamentos, mas é só a eterna mudança não é?! Não deveria ter tanta importância, já que estou habituada aos meus pensamentos loucos, mas como me verei daqui há alguns anos? Será que terei orgulho da pessoa que me tornarei?
   Proferi um texto uma vez em que dizia ser besteira pensar no futuro, que ele tem que ficar lá no horizonte pois afinal, todo dia ele chega. A verdade é que eu tenho medo desse tal de futuro, quem ele pensa que é pra ficar me pressionando desse jeito? Aiai, preciso parar de pensar nele... Quanto mais eu penso, mais arrumo motivos para pensar e isso não é legal, pois problemas sempre ficam escondidos na nossa mente para quanto surgir a oportunidade darem o bote, e isso sempre acontece. Graças a muito tempo sozinha, na única companhia dos meus livros e do silêncio, aprendi a silenciar a mente e assim acalmar toda a minha alma, e é assim que acabo conseguindo ouvir os mais profundos sentimentos que se transformam em idéias e passo tudo para o papel. 
   No momento em que eu sento, olho pro azul do céu e me encontro no mais profundo equilíbrio, todo o medo do passado, presente e futuro vão embora, talvez se percam na atmosfera. Quando a gente para pra ver a imensidão do céu, é que percebemos o quanto nossos problemas são superficiais e assim, nos preparamos para receber de braços abertos e sem mágoas no peito, tudo o que a vida e Deus têm a nos oferecer.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Pessoas baratas

  Eu tinha medo de baratas antes, um medo incontornável, compulsivo e nervoso. Um medo que acabava  com a minha imagem de pessoa corajosa, com o meu coraçãozinho calmo e com o meu cabelo bem arrumado, só que hoje percebi que não temo mais. Não tenho mais medo, temor, nem nada. Só um pouco de receio. Isso, receio.
   Descobri hoje, que existem coisas muito mais importantes na vida para se temer, baratas não nos afetam, não machucam, só nos causam pavor. E o que é o pavor? O pavor não é sentimento que se preze! Não é coisa para se dar valor. Chego até a pensar que prefiro baratas a pessoas; pessoas baratas. Pessoas com parte racional e emocional, com poder de estragar o seu dia, acabar com os seus sonhos, te machucar da maneira mais cruel possível. E eu que tinha medo de baratas. Agora vejo quanta bobeira a minha né? 
   Chego a pensar que até as baratas sofrem, pois elas não podem nos ver que voam para o nosso colo. Será que a carência assombra até a elas? haha possível... Pelo menos elas não tem vergonha de demonstrar. Seres humanos, os tais conhecidos como racionais, tem. Coisa mais ridícula, ter vergonha de se expressar por causa de sentimentos. Sentimentos que são coisa que nem controlamos, que na verdade nem sabemos o que é. Bobagem, bagagem, friagem no coração. Tanta confusão pra um espaço tão pequeno e me pergunto como é que cabe? Tanto medo, tanto amor, tanto sofrimento, tanto cansaço, tantas baratas. Descobri hoje, que prefiro baratas. Só baratas. Antes baratas, do que pessoas que não valem nem uma barata.