terça-feira, 25 de dezembro de 2012

O certo



   Eu não sei se o que eu sinto é tristeza ou felicidade, não sei se tenho crises de riso ou choro até dormir, não sei se lembro ou ignoro, não sei de mais nada. Não lembro nem o que é sentimento para poder denomina-los, tudo está uma confusão só - e olha que nem chegou na pior parte - não sei o que fazer.
   Acho que tudo é uma mistura de sentimentos, acontecimentos e lembranças que não colocaram um nome ainda, o que só dificulta ainda mais a minha explicação.
   Nenhum peso das minhas costas foi tirado, não sinto meu peito vazio, não me dói rir, nem tenho mágoas no coração; consigo raciocinar, dormir e as vezes até falar sem gaguejar porque, nunca teve peso nas minhas costas e nunca foi tão fácil sorrir, não existiu motivos pra ter mágoas no meu coração e nenhum ato sem fundamento para confundir meu raciocínio.
   Só tive lembranças boas e dias ótimos, por isso é tão complicado decidir se o fim é bom ou ruim. Perdas não são acontecimentos agradáveis, mas não foi de fato uma perda, foi? Quando uma pessoa só acrescenta na sua vida não tem o que perder, mas pensar que todo o pouco que você tinha acabou dói, e bastante.
   Então entra a parte em que seu coração fica tão grande que te sufoca e parece que as lagrimas se recusam a cair, quando caem são lágrimas boas e não aquelas ácidas que machucam até a alma; a falta de amor cansa, quer dizer, não poder amar esgota e disso eu entendo perfeitamente.
   Por isso torna-se tão dificil a decisão entre o bom e o ruim, pois são sentimentos que se fundem como o yin-yang e nenhum é completo sem o outro. E assim eu acabo classificando como o certo, não é bom nem ruim mas é o certo a se fazer, mesmo que isso custe algumas coisas. Quando fazemos uma escolha sempre deixamos algo para trás e mesmo que doa, as vezes essa, é a melhor das opções.

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