segunda-feira, 22 de julho de 2013

ô sol, bateu saudade

    E aqui estou eu com a voz embargada de novo, com as lagrimas passando dos limites e transbordando pelos meus olhos, com o coração vazio, com a mente cheia, com as mãos precisando trabalhar, com o corpo pedindo pra morrer.
     Com o tempo essa agonia momentânea passa mais rápido, os pensamentos tornam-se outros, fazemos novos amigos, conversamos com outras pessoas, frequentamos novos lugares e talvez, sentimos outras coisas.
     Contudo não vim pedir para não me esquecer - sei que é inevitável - mas por favor, seja feliz. Se não for por você, por mim, essa pessoa que te abre o coração agora, se é que eu ainda valho alguma coisa. Seja feliz de verdade, com todas as suas forças, com toda a coragem que você tem, seja feliz de uma maneira que eu nunca conseguirei ser sem você, encontre a pessoa que possa fazer isso por mim já que eu não posso estar aí.
     Continue seguindo os seus sonhos, desejo que você não tenha medo, leve a sintonia do piano e do violão para onde for e não deixe a sua bicicleta de lado. Não abandone os livros como eu fiz, não abandone a vida, nem seus amigos. Não abandone você mesmo.
     Purifique o ar de São Paulo com o seu humor, construa um castelo com cheiro de infância e depois, se quiser, venha me visitar. Pode ser com a desculpa mais ridícula, não precisa trazer nada além de você,  quem sabe a gente se esbarra por aí.
     Só seja feliz por favor, não me faça morrer por você também. Um dia, quem sabe você possa me ressuscitar com seu alvará de médico e quem sabe eu possa lembrar e só ficar feliz, não chorar. Quem sabe? Nunca se sabe. Ninguém sabe. O que se sabe.

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