quinta-feira, 14 de abril de 2016

É facílimo

   Eu queria cair no sono tão fácil quanto a gente é. Eu queria entender as coisas tão fácil quanto as piadas surgem. Queria que a vida fosse tão fácil quanto decidir entre espeto de morango e comida japonesa. E conversar tão fácil com o mundo inteiro, do mesmo jeito que eu faço 11 horas seguidas no telefone. 
   Eu queria que as pessoas fossem mais fáceis. Que as contas tivessem resoluções mais simples e a maldade fosse fácil de contornar. Que o "ir embora" fosse fácil de sentir.  Que o preconceito fosse fácil de tirar da humanidade e que os beijos fossem tão fáceis quanto roubar açaí. 
   Eu queria que a guerra fosse fácil de ser contornada e, não me importaria se fosse fácil para mim media-las. Queria aprender tudo tão fácil quanto aprendo bordões e colocar em prática uma personalidade que não é minha, tão fácil quanto aprendi a ser você. Aliás, eu queria que isso tivesse sido mais, eu queria ser fácil. 
   Eu queria que a felicidade fosse tão fácil quanto um pedaço de bolo. Que os abraços fossem facilitados por placas e que o amor não precisasse delas. Eu queria ter relações mais fáceis como essa; Que existissem pessoas mais fáceis de lidar, de falar, de ouvir, de irritar, de cuidar, de acostumar... 
   Por fim, eu queira entender o que tem de tão errado em ser fácil. O fácil é bom, é pratico, autêntico e eu gosto disso. Do simples. Do descomplicado. Do easy. O fácil é tão simples quanto falar aiaiai. Quem me dera se as coisas fossem tão fáceis assim.  

Um comentário:

  1. Será que é realmente fácil?

    Não quero ser o tipo de fácil que se molda a qualquer tipo de situação. Quero que isso seja um incetivo para dar mais, não ter medo de se envolver. Que se joguem, sem pensar no possa acontecer depois. Quero que sintam e que seja de tal maneira intenso que não tenham duvida do que querem.
    Quero que realmente desejem estar comigo e não hesitem por não ser o cara certo, ou achar que esse exista. Quero atitudes que demonstram que estou no caminho certo e que não estarei sozinho nele.
    Não quero coisas sem emoção, quero mais do que o 100%. Quero aventuras, projetos, fazer algo que nunca fiz, mais que isso, algo que nunca me passou pela cabeça. Quero algo no qual possa me orgulhar, que tenha historias únicas para contar. Não quero perguntas, e sim soluções. Quero passar segurança mas recebê-la também.
    Será que querer que tudo seja tão fácil assim torne as coisas complicadas? Será que o difícil, no final das contas, sou eu? Quem me dera se todas as questões tivessem respostas, que soubéssemos sempre as atitudes certas a tomar, que o sentir e o agir vivessem em sintonia.

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